Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Multas por lixo irregular só funcionarão quando governo fizer sua parte, diz conselheira de resíduos

Fabiana Rocha afirma que população não pode ser penalizada sem que Estado ofereça coleta adequada e estrutura básica.

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Divulgação

Manaus (AM) – A engenheira florestal Fabiana Rocha afirmou, durante o Programa AM1 Entrevista, do Portal AM1, que aplicar multas por descarte irregular de lixo no Amazonas seria ineficaz enquanto o governo não oferecer condições mínimas para a população cumprir as regras. Ela destacou que a falta de estrutura, coleta adequada e fiscalização impossibilita qualquer ação punitiva.

“Como é que vamos multar alguém se o próprio governo não faz o básico? É preciso ter condições para cobrar responsabilidade da população”, declarou.

Fabiana criticou ainda a situação dos lixões do interior do estado e o colapso do aterro de Manaus. “Nos 61 municípios, o que existe não é aterro: são lixões. Aqui em Manaus, o aterro virou um problema gigante porque não sabemos nem o que entra ali”, disse.

Para a conselheira, a mudança precisa começar pela combinação de informação, sensibilização e conscientização ambiental. “A população só vai entender a obrigação quando o processo for completo: primeiro informar, depois sensibilizar e, só então, cobrar de verdade”, afirmou.

Ela também apoiou iniciativas de incentivo, como bonificações e descontos para quem recicla. “Isso seria uma moeda de troca justa. A população precisa se sentir parte da solução, não apenas alvo de punição”, destacou.

Fabiana concluiu afirmando que o Amazonas precisa transformar o discurso ambiental em prática. “O Estado tem potencial para ser referência, mas ainda não entendeu que resíduos sólidos são uma pauta urgente”, finalizou.

Assista à entrevista na íntegra:

 

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