Manaus, 16 de julho de 2024
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Cidades

O mau político não é bem-vindo, diz novo presidente do TRE-AM

O mau político não é bem-vindo, diz novo presidente do TRE-AM

O desembargador citou uma frase de um ex-presidente norte-americano, Abraham Lincoln, para justificar a importância do voto “Ninguém é suficiente competente para governar outra pessoa sem seu consentimento”. (Foto: Divulgação/TRE)

Os desembargadores João de Jesus Abdala Simões e Aristóteles Lima Thury foram empossados, respectivamente, como presidente e vice-presidente, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), em solenidade realizada, nesta sexta-feira (4), no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

O desembargador citou uma frase de um ex-presidente norte-americano, Abraham Lincoln, para justificar a importância do voto “Ninguém é suficiente competente para governar outra pessoa sem seu consentimento”. (Foto: Divulgação/TRE)

Em seu primeiro discurso, João Simões elogiou o trabalho desenvolvido pelo ex-presidente, desembargador, Yedo Simões, e também pelos magistrados e servidores do TRE-AM. “O Tribunal Eleitoral do Amazonas se encontra entre os seis melhores Tribunais Regionais Eleitorais do Brasil e esse resultado foi alcançado pelo trabalho abnegado de todos os servidores e Magistrados desta Corte”, elogiou Simões.

Ele também comentou sobre a ultima eleição, e a crise de representatividade durante o pleito suplementar para o cargo de governador do Amazonas, no ano passado. “O percentual de abstenção no segundo turno, se somado aos percentuais de votos brancos e nulos, representou aproximadamente 40% do eleitorado. Os números são um sintoma claro de um mal que, já há algum tempo, acomete a democracia brasileira”, alertou o presidente.

O desembargador citou uma frase de um ex-presidente norte-americano, Abraham Lincoln, para justificar a importância do voto “Ninguém é suficiente competente para governar outra pessoa sem seu consentimento”.

João Simões compreende a descrença dos eleitores brasileiros nos políticos, mas afirmou que o Estado Democrático de Direito é a única opção “viável” para superar a crise política instalada. E prometou que não haverá tolerância ao mau político “O político eleito por meio do voto secreto, livre e independente e o eleitor consciente são os protagonistas da concretização da democracia plena. O que não queremos e o que devemos afastar do prélio são os maus políticos. Aliás, o mau não é bem-vindo em qualquer atividade ou profissão”, afirmou Simões.

Por fim, João Simões disse que sua jornada na Corte seria movida por dois sentimentos. “Minha jornada na presidência desta Casa é iniciada com dois sentimentos: a felicidade e o entusiasmo. A felicidade de quem concluiu um frutífero biênio à frente da Corregedoria Regional Eleitoral e o entusiasmo de quem pretende contribuir para que mais uma eleição limpa seja entregue ao povo amazonense”, concluiu.