Omar Aziz afirma que CPI vai descobrir por que o Brasil não comprou as vacinas da Pfizer
15 de maio de 2021
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Omar Aziz afirma que CPI vai descobrir por que o Brasil não comprou as vacinas da Pfizer

CPI da Covid promete investigar os detalhes que culminaram na maior crise sanitária do Brasil de todos os tempos

Omar Aziz afirma que CPI vai descobrir por que o Brasil não comprou as vacinas da Pfizer
Foto: Divulgação

MANAUS, AM –  O senador Omar Aziz (PSD), futuro presidente da CPI da Covid, disse que a Comissão vai investigar por que o Governo Federal recusou, em agosto do ano passado, a oferta de 70 milhões de doses da vacina da Pfizer. Hoje o Brasil está com a vacinação atrasada e negociando compras com a mesma empresa a quem disse não, deixando de ser prioridade.  Até hoje está muito mal explicado.“, disse o senador falando à BBC.

À época comandada pelo general Eduardo Pazuello, a pasta da Saúde será questionada sobre a negociação que não avançou. O próprio ex-ministro está na lista dos convocados a depor, assim como os ex-ministros.  “O ministério não é uma pessoa só, o ministério são várias pessoas. Tenha certeza absoluta que o ministro de plantão, naquele momento, para fazer acordo com a Pfizer não leu aquele contrato. Alguém leu para ele. Ele tem uma equipe jurídica para ler, porque ministro não tem capacidade de saber as entrelinhas que têm num contrato”, disse Omar Aziz.

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SEM VINGANÇA 

Omar afirma que a CPI não vai politizar o tema, muito menos olhar para que lado estão os erros. “Em relação à esquerda, direita, centro… Está morrendo gente da esquerda, direita, centro. Morre padre, morre pastor. Morre umbandista, morre ateu, negro, branco. Não é uma CPI de esquerda ou direita e muito menos permitirei que aquilo se torne um palanque político, porque seria um grande desrespeito ao número de óbitos que tivemos no Brasil. Temos que ter investigação séria.”

A primeira reunião da comissão está marcada para terça-feira (27/04). Aziz será eleito  presidente do colegiado e o senador Renan Calheiros (MDB-AL) será indicado como relator. “Quando fala direita, esquerda, centro… Todo mundo tem responsabilidade. Então, criar uma CPI pra fazer impeachment do presidente?´ Não é isso. Essa CPI é criada para ver os fatos que aconteceram pelo governo federal, pelos estados e municípios.”

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VITRINE 

Omar garante que não vai fazer da CPI um palanque, mas ao mesmo tempo admite que estará em evidência enquanto a CPI estiver trabalhando. Por se tratar de um tema de máximo interesse nacional. “Que ela é uma vitrine, é. Qualquer membro, qualquer CPI vira vitrine. Se você não cuidar bem dessa vitrine, você sai quebrado. Eu não faço críticas ao governador, nem ao prefeito. Acho ridículo presidente que já saiu há 20 anos ficar fazendo críticas a presidente, como se ele tivesse passado pela presidência e feito tudo correto. Como ex-governador do meu Estado, não acho justo ficar tirando proveito da vida das pessoas.”

Foto: Reprodução Instagram

Ainda que tente a vender a imagem de que a CPI não é política, o senador acaba citando nomes de presidentes passados, ciente de que o viés político é inevitável durante a Comissão. “Não serei oportunista na CPI e não aceitarei que nenhum membro da CPI se esqueça que lá fora tem 380 mil vidas perdidas. Temos que ter respeito de não utilizar mecanismo de investigação como palanque político. Não me venha com discurso de ‘se fosse o Lula, não estava acontecendo, se fosse o Ciro…’. Isso, não. Não terá isso. Não dá para politizar uma coisa tão séria. Perdi um irmão há 50 dias, dez anos mais novo que eu, de covid. Como vou utilizar isso?”

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