(Foto: Divulgação/Instagram)
Manaus (AM) – O governador do Amazonas, Wilson Lima, foi alvo de críticas nas redes sociais após receber uma oração do pastor Jonatas Câmara, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (IEADAM), durante a confraternização de fim de ano da instituição, no sábado (13). O pastor desejou que a “luz de Wilson Lima brilhe em Brasília”, em referência à sua provável candidatura ao Senado Federal.
Mas a repercussão foi longe de positiva. Internautas reagiram com ironia e reprovação: “Se depender de nós eleitores, não vai não”, “Púlpito nunca deveria ser lugar de políticos profissionais”, e “Que Deus ilumine o povo do Amazonas para extirpar esse da política”.
O próprio governador compartilhou fotos do almoço de confraternização com líderes da IEADAM, mas os comentários não pouparam críticas. Para muitos, a ação soa como uma tentativa explícita de conquistar votos entre fiéis, reforçando a mistura de fé e política em ano pré-eleitoral.
O governador ainda não confirmou oficialmente se vai disputar o Senado, mantendo o discurso de que seu mandato à frente do governo do Amazonas termina em dezembro de 2026. No entanto, ações nos bastidores e articulações de aliados políticos indicam que a candidatura está praticamente definida, reforçando a impressão de que a corrida já começou nos bastidores.
Wilson Lima tem intensificado sua presença em eventos religiosos, principalmente da Assembleia de Deus, estratégia vista por muitos eleitores como uma tentativa de consolidar apoio entre a base cristã do estado. Essa prática, comum na política brasileira, costuma ocorrer em anos pré-eleitorais ou eleitorais, quando políticos buscam associações com líderes religiosos para ganhar visibilidade e votos.
O desafio para o governador, porém, é grande. Ele enfrenta críticas constantes sobre sua gestão, especialmente em saúde e segurança, áreas que têm sido alvo de denúncias e insatisfação popular. Em pesquisas de intenção de voto, Wilson aparece em terceiro lugar, atrás do ex-governador Eduardo Braga (MDB), líder na corrida pela reeleição, e do deputado federal Alberto Neto (PL), outro pré-candidato ao Senado.
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