(Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – O pai de uma paciente de 18 anos internada no Hospital Rio Negro, referência do Hapvida, localizado na rua dos Tapajós, no centro de Manaus, denunciou ao Portal AM1 falhas no atendimento prestado à filha, que está hospitalizada há alguns dias em tratamento contra o lúpus e realiza sessões de hemodiálise.
Segundo ele, a jovem foi transferida para a enfermaria, ambiente que, de acordo com o relato, não oferece as condições adequadas para o quadro clínico dela.
Conforme relatou o pai, o excesso de barulho na enfermaria tem agravado o sofrimento da paciente. A família tenta, sem sucesso até o momento, a transferência para o Hospital Nilton Lins.
“Está sendo complicado. A gente não está gostando muito do atendimento, principalmente pela falta de suporte”, afirmou.
Ainda segundo o relato, o Hospital Rio Negro não dispõe de médico reumatologista, profissional considerado essencial para o acompanhamento de pacientes com lúpus.
“Minha filha precisa de um reumatologista e o hospital aqui não oferece”, disse.
Ele também criticou a demora na divulgação de boletins médicos e resultados de exames.
“Os boletins são muito demorados. Nós estamos cansados dessa situação”, desabafou.
O pai relatou ainda que houve interrupção na administração de medicamentos específicos para o tratamento do lúpus, o que teria causado agravamento do quadro clínico da paciente.
“Pararam de dar os remédios para o lúpus por um tempo. Muitas vezes ela fica cheia de líquidos e, quando vai fazer a hemodiálise, passa muito mal”, explicou.
Segundo ele, a filha está emocionalmente abalada com a situação.
“Minha filha está traumatizada com esse hospital e com outras situações que a gente não concorda”, concluiu.
O Portal AM1 tentou contato com o Hospital Rio Negro para obter esclarecimentos sobre a denúncia, no entanto, a equipe enfrentou dificuldades para localizar canais oficiais de comunicação da unidade.
Por ser centro de referência Hapvida, a demanda foi encaminhada por meio do WhatsApp, via Instagram do perfil @hap.manaus. No entanto, a equipe foi informada de que o canal não poderia auxiliar nesse tipo de solicitação.
A reportagem também consultou um grupo de fontes em busca de um contato direto do hospital, mas, até o momento, não obteve resposta.
O e-mail contab@hapvida.com.br localizado para envio da demanda retornou com a informação de que a caixa de entrada está cheia e impossibilitada de receber novas mensagens.
Além disso, o perfil oficial do Hospital Rio Negro no Instagram não permite o envio de mensagens diretas, já que o acesso é restrito a perfis seguidos pela página.
Já no site da Hapvida, o telefone informado como sendo do Hospital Rio Negro consta como número alterado e, ao ligar tanto para o contato originalmente divulgado quanto para o número atualizado, as chamadas são direcionadas a uma voz robótica que encaminha apenas para o plantão de vendas, sem acesso a atendimento institucional ou à assessoria da unidade.
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