O partido entrou com uma ação para analisar os dados da Pesquisa Eleitoral nº AM06823/2026, realizada por Igor Olavo Ramos Tavares, da Eficaz Pesquisas e Tecnologia. O objetivo é verificar as informações que deram origem ao levantamento, registrado na Justiça Eleitoral.
A relatora do caso, a juíza Anagali Marcon Bertazzo, já havia autorizado o PSD a consultar os documentos da pesquisa diretamente na sede da empresa, durante o horário comercial e pelo prazo de dois dias.
Insatisfeito, o partido voltou à Justiça alegando que o tempo disponibilizado era insuficiente e pediu autorização para receber os arquivos em formato digital e fazer cópias da documentação.
Os pedidos, porém, foram negados. Segundo a magistrada, o fornecimento dos arquivos digitais já havia sido rejeitado anteriormente e não houve recurso dentro do prazo legal. Já a solicitação para tirar cópias foi considerada um pedido novo, apresentado fora do momento adequado do processo.
Na manifestação enviada ao TRE-AM, a empresa informou que está pronta para agendar a visita dos representantes do PSD e garantir o acesso aos documentos. No entanto, ressaltou que, caso o partido queira reproduzir algum material, os custos deverão ser pagos pela própria legenda.
Com o novo despacho, a juíza apenas determinou que o PSD seja oficialmente comunicado da resposta da empresa. O processo continua em andamento no TRE-AM e faz parte das disputas que envolvem a fiscalização de pesquisas eleitorais às vésperas da campanha de 2026, tema que costuma mobilizar partidos por causa do impacto dos levantamentos na estratégia política e na percepção do eleitor.