Manaus, 6 de julho de 2026
×
Manaus, 6 de julho de 2026

Brasil

Petróleo da foz do Amazonas antecipa corrida por bilhões em royalties no Amapá

Mesmo antes do início da produção, expectativa de arrecadação já movimenta cidades do Amapá e impacta a economia local.

petroleo-da-foz-do-amazonas-an

(Foto: Valter Campanato /Agência Brasil)

Manaus (AM)  – Municípios do Amapá já projetam arrecadação bilionária com os royalties do petróleo previsto para a área próxima à foz do rio Amazonas, mesmo antes do início da produção. A expectativa se concentra principalmente em cidades do norte do estado, como Oiapoque, que já registram impactos econômicos e imobiliários.

A projeção ganhou força após a Petrobras receber, em outubro de 2025, licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar pesquisas no bloco FZA-M-59, localizado a cerca de 500 quilômetros da foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial.

Embora a atividade ainda esteja em fase exploratória, estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que a exploração pode elevar em até 61,2% o Produto Interno Bruto (PIB) do Amapá e gerar mais de 490 mil empregos diretos e indiretos, ampliando significativamente a arrecadação estadual e municipal.

Na prática, os efeitos já são sentidos. Em Oiapoque, há aumento na construção de imóveis, valorização de aluguéis e chegada de trabalhadores e investidores atraídos pelas perspectivas dos royalties.

Experiências de outras regiões reforçam as expectativas locais. Em 2025, Maricá (RJ) arrecadou cerca de R$ 2,6 bilhões em royalties do petróleo. Já a Guiana, país vizinho ao Amapá, obteve mais de R$ 4 bilhões em 2024 e estruturou um fundo soberano com os recursos da exploração.

Para preparar os municípios, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional firmou parceria de R$ 634,1 milhões com a Petrobras, voltada à formação de mão de obra, fortalecimento de cadeias produtivas e criação do Instituto Margem Equatorial.

Com impactos já perceptíveis antes do primeiro barril, o petróleo da foz do Amazonas passa a ocupar papel central nas projeções econômicas dos municípios amapaenses.

LEIA MAIS: