(Foto: Valter Campanato /Agência Brasil)
Manaus (AM) – Municípios do Amapá já projetam arrecadação bilionária com os royalties do petróleo previsto para a área próxima à foz do rio Amazonas, mesmo antes do início da produção. A expectativa se concentra principalmente em cidades do norte do estado, como Oiapoque, que já registram impactos econômicos e imobiliários.
A projeção ganhou força após a Petrobras receber, em outubro de 2025, licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar pesquisas no bloco FZA-M-59, localizado a cerca de 500 quilômetros da foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial.
Embora a atividade ainda esteja em fase exploratória, estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que a exploração pode elevar em até 61,2% o Produto Interno Bruto (PIB) do Amapá e gerar mais de 490 mil empregos diretos e indiretos, ampliando significativamente a arrecadação estadual e municipal.
Na prática, os efeitos já são sentidos. Em Oiapoque, há aumento na construção de imóveis, valorização de aluguéis e chegada de trabalhadores e investidores atraídos pelas perspectivas dos royalties.
Experiências de outras regiões reforçam as expectativas locais. Em 2025, Maricá (RJ) arrecadou cerca de R$ 2,6 bilhões em royalties do petróleo. Já a Guiana, país vizinho ao Amapá, obteve mais de R$ 4 bilhões em 2024 e estruturou um fundo soberano com os recursos da exploração.
Para preparar os municípios, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional firmou parceria de R$ 634,1 milhões com a Petrobras, voltada à formação de mão de obra, fortalecimento de cadeias produtivas e criação do Instituto Margem Equatorial.
Com impactos já perceptíveis antes do primeiro barril, o petróleo da foz do Amazonas passa a ocupar papel central nas projeções econômicas dos municípios amapaenses.
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