Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Brasil

PF apura se verba de filme sobre Bolsonaro foi usada para bancar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos

Investigação analisa se recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro tiveram destino diferente do previsto na produção audiovisual.

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(Foto: Divulgação/ PF e Reprodução /YouTube)

Manaus (AM) – A Polícia Federal apura se recursos associados ao banqueiro Daniel Vorcaro podem ter sido utilizados para financiar despesas e atividades do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

A investigação busca esclarecer se valores inicialmente destinados à produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, tiveram outra destinação.

De acordo com os investigadores, três hipóteses estão sob análise: se os recursos foram efetivamente aplicados na produção audiovisual; se houve desvio de finalidade; ou se parte dos valores teria sido usada para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro em território norte-americano. O ex-parlamentar vive no Texas desde março de 2025.

Nos bastidores do caso, também surgiram questionamentos sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL) em negociações relacionadas aos repasses. Ele aparece em mensagens divulgadas pelo site Intercept Brasil, nas quais cobra valores prometidos por Vorcaro para o financiamento do longa-metragem. Em um dos registros, há um áudio em que Flávio trata do patrocínio da produção.

Segundo a investigação, o contrato do filme previa cerca de R$ 124 milhões em aportes, dos quais aproximadamente R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. Parte dessas transferências teria ocorrido por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, citada em relatórios do Coaf.

A Polícia Federal também analisa movimentações envolvendo o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas e associado a aliados de Eduardo Bolsonaro. Há suspeitas de que parte dos recursos possa ter sido direcionada para ações de articulação política e lobby do ex-deputado junto ao governo do presidente Donald Trump.

O caso ganhou repercussão após o deputado Lindbergh Farias (PT) afirmar, em vídeo publicado nas redes sociais, que a produção cinematográfica teria sido usada como justificativa para transferências financeiras destinadas a apoiar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Ele mencionou a possibilidade de cerca de US$ 2 milhões terem sido enviados a um fundo no Texas ligado ao advogado do parlamentar.

A produtora GOUP Entertainment e o deputado Mário Frias (PL), que atua como produtor executivo do projeto, negam ter recebido recursos de Vorcaro para a cinebiografia. Eduardo Bolsonaro ainda não se manifestou sobre as investigações.

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