Manaus, 5 de novembro de 2026
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Manaus, 5 de novembro de 2026

Cidades

PF destrói seis aeronaves e 15 pistas clandestinas na Terra Yanomami

Operações realizadas entre julho e outubro também resultaram na apreensão de toneladas de minério, combustível e mercúrio; prejuízo estimado ao garimpo ilegal chegou a R$ 67 milhões.

Aeronave utilizada na logística do garimpo ilegal foi destruída durante operação na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. (Foto: Bruno Mancinelle/Casa de Governo)

Manaus (AM) – A Polícia Federal (PF), em conjunto com órgãos ambientais, destruiu seis aeronaves e 15 pistas de pouso clandestinas utilizadas na logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. As ações ocorreram entre julho e outubro de 2026 e fazem parte de uma ofensiva contra a exploração ilegal de minério na região.

Durante o período, também foram apreendidas quatro aeronaves. As operações contaram com apoio de instituições como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Segundo dados divulgados pela Casa de Governo, vinculada à Casa Civil da Presidência da República, foram realizadas 1.391 operações em áreas de extração mineral, rotas de abastecimento e estruturas utilizadas para sustentar o garimpo.

Operações atingiram estruturas do garimpo

Além das aeronaves e pistas clandestinas, as equipes destruíram 67 acampamentos, 14 balsas e 15 embarcações.

As ações também resultaram na apreensão de aproximadamente 8,8 toneladas de cassiterita, 12 mil litros de diesel, 5.050 litros de gasolina e 92,8 quilos de mercúrio. O valor estimado dos bens destruídos ou apreendidos no período é de R$ 67 milhões.

Governo aponta redução de 99% do garimpo

De acordo com o governo federal, as ações de combate ao garimpo ilegal contribuíram para reduzir em 99% a atividade garimpeira na Terra Indígena Yanomami.

Entre março de 2024 e outubro de 2026, foram realizadas 12.296 ações de fiscalização e repressão. Nesse intervalo, 66 aeronaves foram inutilizadas ou apreendidas, 109 pistas de pouso foram inutilizadas e 992 acampamentos foram desmobilizados.

A Polícia Federal estima que o valor total dos bens destruídos ou apreendidos durante os três anos de operações chegou a R$ 815 milhões.

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