Alfredo Nascimento (Foto: Divulgação/Instagram @Alfredonascimentooficial) Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Manaus (AM) – O diretório estadual do Partido Liberal (PL) no Amazonas, presidido pelo ex-ministro Alfredo Nascimento, divulgou nesta sexta-feira (18), nas redes sociais, uma nota pública em que manifesta “estranheza e repúdio” à operação da Polícia Federal (PF) que teve como um dos alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu mandados de busca e apreensão na residência de Bolsonaro e na sala que ele ocupa na sede nacional do partido, em Brasília.
Na nota, o PL do Amazonas questiona a legalidade e a necessidade da medida, classificando-a como “desproporcional”, especialmente pelo fato de, segundo o partido, Bolsonaro sempre ter se colocado à disposição das autoridades e colaborado com os órgãos de investigação.
“Se o presidente Bolsonaro sempre esteve à disposição das autoridades, o que justifica uma atitude dessa?”, questiona o texto, assinado por Alfredo Nascimento.
Operação
A manifestação ocorre no contexto de mais uma fase das investigações que envolvem o ex-presidente e aliados em supostas irregularidades durante seu governo. A operação desta sexta-feira, cujo nome ainda não foi oficialmente divulgado, é parte de um inquérito que apura possíveis crimes relacionados à tentativa de desacreditar o sistema eleitoral e obstruir investigações em curso.
Apesar da gravidade das apurações, o PL reafirma total confiança em Bolsonaro, destacando o “compromisso com o Estado Democrático de Direito e com a verdade”.
O presidente estadual da sigla, Alfredo Nascimento, assina a nota, indicando que a legenda no Amazonas permanece alinhada à defesa do ex-mandatário.
Cenário político
A operação repercutiu fortemente no meio político, acirrando ainda mais os ânimos entre apoiadores e críticos do ex-presidente.
Enquanto setores aliados denunciam “perseguição política”, autoridades responsáveis pelas investigações sustentam que há indícios robustos que justificam a adoção das medidas autorizadas pelo STF.
O ex-presidente ainda não se manifestou diretamente sobre a nova operação.
LEIA MAIS





