Bolsonaro compara cloroquina a água e diz que 'tudo em excesso mata'
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28 de maio de 2020
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Bolsonaro compara cloroquina a água e diz que ‘tudo em excesso mata’

Nesta semana, Ministério da Saúde alterou protocolo sobre uso do remédio para que ele seja prescrito mesmo em casos leves de Covid-19.

Bolsonaro compara cloroquina a água e diz que ‘tudo em excesso mata’
Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro comparou nesta quinta-feira,21, o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina a água e disse que o uso em excesso de qualquer uma das substâncias mata.

Na quarta-feira,20, o Ministério da Saúde alterou o protocolo de uso dos medicamentos para que eles sejam prescritos para o tratamento da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, desde o primeiro dia de sintomas.

Apesar na mudança na recomendação, não há evidências científicas de que os remédios funcionem contra o vírus.

“Tem aquela historia de ‘ah, [cloroquina] tem efeito colateral. Pode morrer’. Pessoal, qualquer remédio… acho que não tem remédio que não tenha efeito colateral. Tomou em excesso, morre, ou tem problemas seríssimos”, disse, durante transmissão ao vivo nas redes sociais.

“Agora eu te pergunto: água demais mata ou não mata?”, indagou o presidente, que, em seguida, listou o nome de alguns rios de municípios brasileiros. “Pula dentro lá do Paraíba [do Sul], em Resende [município do Rio de Janeiro], ou do Uruguai, em Porto Alegre (sic). Que mais? O rio Amazonas, o Rio Negro… Pula lá dentro com uma pedra no pescoço e fica tomando água duas horas para ver o que acontece contigo, pô. Qualquer coisa em excesso mata”, afirmou.

Pelo novo documento do Ministério da Saúde, a cloroquina e hidroxicloroquina poderão ser receitadas mesmo em casos leves de Covid-19.

Até então, os remédios só tinham uso liberado em casos graves e com pacientes hospitalizados.

O texto, porém, mantém a orientação que cabe ao paciente autorizar o uso da medicação e de o médico decidir sobre a aplicar ou não o remédio.

O termo de consentimento, que deve ser assinado pelo paciente, ressalta que “não existe garantia de resultados positivos” e ainda que “não há estudos demonstrando benefícios clínicos”.

O documento do Ministério da Saúde também diz que o paciente que autorizar o uso da substância deve saber que a cloroquina pode causar efeitos colaterais que podem levar à “disfunção grave de órgãos, ao prolongamento da internação, à incapacidade temporária ou permanente e até ao óbito”.
(*) Com informações do Metrópoles

Amazonas1 TV

Publicado por Amazonas1

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