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Despreparado, líder de Wilson Lima passa vexame na ALE

Por quase uma hora o líder do governo, Carlinhos Bessa, ouviu os deputados metralharem o governador Wilson Lima e não falou uma palavra

Deputados de oposição ao governo centraram artilharia em Wilson Lima (PSC), nesta quinta-feira (7,) e cobraram do governador que mostre os reais números da crise na Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Em meio ao tiroteio o líder do governo, Carlinhos Bessa (PV), mostrou despreparo no primeiro embate de críticas e acusou os deputados que reclamavam de estarem “contra o Amazonas”.

“Nenhum deputado está contra o Amazonas. Eu tenho o direito de criticar o governo se assim entender que ele não está agindo de acordo com o bem da população”, disparou a deputada Joana Darc (PR).


Foto: Bob

No centro da discussão estão, pelo menos, R$ 834 milhões do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas, o FTI.

Desse valor, segundo os deputados, o vice-governador e secretário de Saúde, Carlos Almeida (PRTB), pediu 50% durante reunião na semana passada, para “salvar a saúde”.

Dermilson Chagas (PP) e Wilker Barreto (PHS) foram os que usaram o calibre mais pesado contra Wilson Lima. “Esse governo precisa de postura. Entregar um cheque em branco do FTI sem qualquer medida concreta de austeridade. Sem apresentar reforma administrativa. É irresponsabilidade. Quero docmentos que comprovem os R$ 3 bilhões de deficit, porque todo dia ele aumenta o valor. Daqui a pouco o estado estará insolvente”, cutucou Wilker.

“O governador já contingenciou 20% do orçamento de cada secretaria. Quer mais dinheiro para que? Quais contratos ele está pagando? Não há transparência nos atos. O próprio recurso do FTI sumiu do Portal da Transparência do governo. Até o início do ano eram R$ 834 milhões disponíveis. Dá, pelo menos, R$ 13 milhões para cada município. Cadê o dinheiro”, questionou Dermilson.

Sem reação

Por quase uma hora o líder do governo, Carlinhos Bessa, ouviu os deputados metralharem o governador Wilson Lima e não falou uma palavra.

Pelo Regimento Interno da Assembleia aos deputados é permitido o “aparte”, usado por parlamentares mais experientes, para interromper o discurso e até atrapalhar a linha de raciocínio do colega na tribuna. Na Casa, o deputado Berlamino Lins (PP), é PhD no artifício.

Carlinhos Bessa, no entanto, só falou muito depois, no tempo reservado ao seu bloco partidário.

“Terei muito trabalho e não sou covarde. O que precisamos são críticas construtivas. O problema (da saúde) não é deste governo. São dos antigos. Não sou médico, sou advogado. Quem mais critica comeu abiu nos últimos quatro anos”, afirmou Bessa.

Sem apresentar quaquer planilha. Qualquer número concreto ou mesmo dizer que convocará o secretário de saúde para dar explicações aos deputados, a verborragia do líder do governo não ajudou em nada o governador.

A imagem do deputado Carlinhos Bessa de cabeça baixa no plenário da ALE-AM resume o que foi o desastre do seu desempenho como líder do governo.

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