Justiça decreta prisão de Adail Filho por esquema criminoso

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Justiça decreta prisão de Adail Filho por esquema criminoso

Além do prefeito de Coari, os alvos da operação incluem secretários municipais, vereadores, empresários do município e de Manaus e uma deputada estadual

O prefeito de Coari, Adail José Figueiredo Pinheiro (PP), o Adail Filho, é um dos alvos da operação “Patrinus” deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), na manhã desta quinta-feira, 26.

A ação irá cumprir mandados de busca e apreensão, além de prisões temporárias, contra o atual prefeito do município, Adail Filho, alguns secretários municipais, vereadores, empresários de Coari e Manaus, além de uma deputada estadual, todos envolvidos supostamente num esquema criminoso operado em forma de organização criminosa, criada para fraudar licitações, lavar dinheiro e corromper a estrutura de poder do município.

O nome da operação (Patrinus) do latim significa padrinho e se justifica porque as contratações e os pagamentos da prefeitura municipal de Coari eram realizados mediante o auxílio de amigos influentes do chefe do Poder Executivo municipal.

Foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e 70 mandados de busca pessoal e de busca e apreensão, cumpridos em domicílios, órgãos públicos e em sedes de empresas, na cidade de Manaus e Coari ao mesmo tempo. A operação contou com a atuação de quatro Promotores de Justiça e mais de 160 policiais, além de quatro técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU), e contou com a força policial cedida pela Delegacia-Geral da Polícia Civil do Estado do Amazonas.

As medidas judiciais foram deferidas pela desembargadora-relatora e estão sendo cumpridas nesta quinta, diante das provas e demais elementos de informação já existente, até o momento, os quais dão conta da existência de sobrepreço nas contratações da Prefeitura de Coari; adjudicação frequente para as mesmas empresas; adjudicação para empresas recém constituídas; ajuste entre licitantes para fraudar o caráter competitivo das licitações; tentativa de afastar licitantes mediante oferecimento de vantagens; “apadrinhamento” de empresas por parentes e pessoas ligadas ao Chefe do Executivo para direcionamento do resultado de licitações e concessão de preferência na ordem dos pagamentos; retenção arbitrária de pagamentos para induzir oferecimento de vantagens; realização de pagamentos em montante superior aos serviços executados; e utilização dos procedimentos licitatórios e dos sobrepreços nas contratações para geração de recursos para custeio de vantagens indevidas.

Destaca-se que as investigações datam de mais de 18 meses e estima-se que o esquema criminoso tenha movimentado, em uma estimativa aproximada, R$ 100 milhões durante os anos de 2017 e 2018, valores que envolvem, por exemplo, fraudes à licitações, dispensas indevidas de licitações, contratos superfaturados, dos quais serão aferidos os valores efetivamente desviados.

 

(*) Com informações da assessoria 

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