(Fotos: Alex Pazuello, Arthur Castro e Diego Peres/Secom)
Manaus (AM) – Nas redes sociais do Governo do Amazonas, o tom é de celebração. Publicações destacam mutirões de cirurgias, modernização de hospitais e investimentos em tecnologia como prova de um suposto avanço no sistema de saúde do Estado. No entanto, basta rolar a seção de comentários para ver uma realidade completamente diferente: a de uma população cansada de promessas e que enfrenta, diariamente, a precariedade dos serviços públicos de saúde.
Nos comentários das publicações, o que predomina são denúncias e desabafos. Pacientes relatam esperas de meses por uma cirurgia, falta de atendimento em unidades, além de médicos e técnicos despreparados. Há relatos de pessoas que enfrentaram burocracia na de buscar o serviço público.
As críticas escancaram a distância entre a propaganda oficial e o cotidiano vivido por milhares de amazonenses. Enquanto as redes sociais do governo exibem imagens de salas cirúrgicas equipadas e pacientes sorridentes, a população denuncia filas, falta de medicamentos e profissionais despreparados.
Telemedicina: projeto moderno, mas ineficaz para os usuários
Outro ponto que tem gerado indignação é o programa de Telesaúde, apresentado pelo governo como uma ferramenta inovadora para ampliar o acesso à saúde no interior. A iniciativa, que promete encurtar distâncias e facilitar diagnósticos, tem sido descrita pelos próprios usuários como ineficaz e confusa.
Moradores relatam que os médicos atendem de outros estados e não conhecem o sistema do Amazonas, o que compromete o diagnóstico e o encaminhamento adequado. Além disso, os retornos demoram meses, e as consultas, quando acontecem, duram poucos minutos e sem eficácia real.
Enquanto o governo investe em campanhas publicitárias para reforçar a imagem de modernização, a população segue enfrentando os mesmos problemas de sempre, falta de estrutura, má gestão e descaso com o cidadão comum. A saúde no Amazonas, ao que tudo indica, continua mais eficiente nas propagandas do que na vida real.
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