Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Portaria da CMM designa gestora administrativa interina para gabinete de Rosinaldo Bual

A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Legislativo e vale até nova decisão da Justiça.

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(Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação)

Manaus (AM) – Uma decisão publicada na última terça-feira (30) no Diário Oficial do Legislativo da Câmara Municipal de Manaus (CMM) por meio da Portaria n.º 073/2025-GP/DG/CMM, designa uma gestora administrativa interina para o gabinete do vereador Rosinaldo Ferreira da Silva, conhecido como Rosinaldo Bual do Partido Agir. A medida foi assinada pelo presidente da Casa, vereador David Reis.

De acordo com o documento, a servidora Harlie Laura D. dos Santos de Jesus, que ocupa o cargo de coordenadora da Verba de Gabinete, passa a atuar como Gestora Administrativa Interina do gabinete parlamentar de Bual “até que sobrevenha decisão judicial”.

A portaria leva em consideração documentos administrativos internos e o Habeas Corpus n.º 0621691-25.2025.8.04.9001.

Confira

A decisão ocorre em meio às investigações que envolvem o parlamentar. Rosinaldo Bual foi preso preventivamente em outubro de 2025 durante a operação Face Oculta, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação teve como o objetivo apurar a existência de um suposto esquema de desvio de recursos públicos, conhecido como “rachadinha”, no âmbito de seu gabinete na CMM.

Segundo o Gaeco, servidores comissionados teriam sido obrigados a repassar parte de seus salários ao vereador. Durante a operação, Rosinaldo Bual teria se recusado a fornecer as senhas de três cofres localizados em seu gabinete parlamentar, o que levou à apreensão dos equipamentos para perícia. A quebra de sigilo bancário também revelou diversas transferências financeiras realizadas a partir do gabinete, além do registro de que mais de 100 pessoas teriam circulado pelo local desde o início do mandato.

Apesar da gravidade das acusações, o vereador teve a prisão preventiva revogada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) no dia 15 de dezembro do mesmo ano da prisão.

Em seu entendimento, a Justiça compreendeu que não havia mais necessidade de mantê-lo preso, mas determinou a continuidade de medidas cautelares, entre elas o afastamento do mandato, para evitar interferências nas investigações e garantir a regular instrução do processo. Mesmo em liberdade, Rosinaldo Bual segue impedido de exercer suas funções parlamentares enquanto a ação judicial tramita.

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