Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

David diz que roda-gigante da Ponta Negra parou de funcionar após sabotagem de ex-vereador

Prefeito nega ligação clandestina e responsabiliza equipe de ex-vereador pela violação da caixa de energia.

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(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – Inaugurada recentemente na Ponta Negra pela Prefeitura de Manaus, a roda-gigante teve o funcionamento interrompido por cerca de uma hora na noite de sábado (22), deixando visitantes presos nas cabines até a chegada do Corpo de Bombeiros. O incidente ocorreu após a interrupção de energia no equipamento.

O episódio motivou versões divergentes entre o prefeito David Almeida (Avante), que atribuiu o caso a “sabotagem”, e o ex-vereador Amauri Gomes, que esteve no local antes do incidente e havia denunciado uma suposta irregularidade na ligação elétrica do equipamento.

Durante a visita ao local, Amauri afirmou haver uma suposta ligação irregular de energia abastecendo a roda-gigante. Horas depois, com o equipamento parado, o prefeito afirmou em transmissão nas redes sociais que a interrupção teria sido resultado de um ato de “sabotagem”, atribuindo a responsabilidade a integrantes da equipe do ex-vereador.

Segundo o prefeito, não existe ligação clandestina na Ponta Negra, e toda a energia do complexo turístico é fornecida por cinco subestações ligadas à conta do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), que administra a área. Ele acrescentou que os permissionários que atuam no local utilizam a energia incluída na taxa mensal paga ao município.

“Na Ponta Negra não tem ligação clandestina. Ninguém tem contador individual. Nós temos cinco subestações e essas cinco subestações alimentam todos os permissionários aqui, que pagam uma taxa por mês. E essa conta é do Implurb, que administra o complexo da Ponta Negra”, afirmou o prefeito.

O prefeito afirmou ainda que a simples abertura da caixa de energia, mostrada no vídeo do ex-vereador durante a sua visita ao local, já configuraria crime, e declarou que há registros indicando possível participação de integrantes da equipe do autor do vídeo na interrupção do funcionamento do equipamento.

David Almeida informou que a Prefeitura pretende ingressar com ações legais para responsabilizar os envolvidos. E criticou o que chamou de desinformação e atitudes motivadas por “busca de engajamento” nas redes sociais, reforçando que o episódio teria causado prejuízo ao funcionamento do equipamento turístico e gerado preocupação entre frequentadores.

“Esses absurdos precisam acabar. Colocar em risco a vida das pessoas somente para aparecer na internet. Nós vamos acionar juridicamente ele, responsabilizar juridicamente ele e a equipe dele. Porque é um absurdo. Os caras não conhecem nada. São ignorantes no assunto. Quando você não tem o que falar, você fica calado. Aqui não existem ligações clandestinas.”

Por fim, o prefeito encerrou a transmissão pedindo que eventuais opositores apresentem propostas e contribuições para a cidade, em vez de disseminar acusações que considera infundadas.

“Por favor, vamos ater à racionalidade. Discutir ideias, propostas e soluções. Chega disso. Apresentem ideias, propostas e ajudem a cidade de Manaus. Vocês estão atrapalhando a cidade”, finalizou David Almeida.

Em nota, a Prefeitura de Manaus repudiou o que classificou como um ato de vandalismo, reafirmando que a instalação da roda-gigante segue todas as normas técnicas e legais. A gestão municipal ressaltou que o fornecimento de energia no complexo ocorre dentro da legalidade e que a carga utilizada pelo equipamento é adequada e devidamente dimensionada.

NOTA

A Prefeitura de Manaus repudia veementemente o ato de vandalismo ocorrido neste sábado, 22/11, com a violação da caixa de energia elétrica que alimenta a roda-gigante instalada no complexo turístico Ponta Negra, zona Oeste. A ação criminosa coincidiu com a interrupção do funcionamento do equipamento, gerando transtornos ao público e representando um grave risco à segurança da população.

A prefeitura reforça que a carga de energia utilizada pelo equipamento é adequada, está devidamente dimensionada e opera dentro dos padrões exigidos. E que a instalação da roda-gigante seguiu todos os trâmites legais, amparada em processo administrativo regular, laudos técnicos e no Termo de Cessão de Uso Oneroso com a administração municipal.

A prefeitura esclarece também que a energia utilizada pelos permissionários do complexo turístico está incluída na taxa de permissão do espaço público, de forma proporcional à atividade realizada, sendo de responsabilidade da prefeitura as faturas mensais com a concessionária do serviço. Portanto, todo o fornecimento elétrico na área ocorre dentro da legalidade.

A prefeitura reafirma o compromisso da plena legalidade dos serviços prestados pelo município e com a segurança da população manauara.

Versão de Amauri Gomes

Também pelas redes sociais, Amauri Gomes negou as acusações de sabotagem e afirmou que estava no local acompanhado por um policial militar e um guarda civil para verificar o que considerou uma ligação elétrica “inadequada e clandestina”.

Ele contestou a versão apresentada pelo prefeito, disse que pretende solicitar uma perícia no equipamento e registrou boletim de ocorrência contra a empresa responsável pela atração.

“Eu vou abrir um boletim de ocorrência para investigar quem desligou essa roda-gigante lá. Porque se tem uma coisa que nós estávamos ali era alertando que esse equipamento poderia causar qualquer transtorno à sociedade”, declarou Amauri.

O ex-vereador também afirmou que profissionais atuaram sem EPI durante a tentativa de resgate e cobrou que as imagens das câmeras do complexo sejam divulgadas pela prefeitura.

Situação atual

Até o momento, não há laudo técnico divulgado que determine a causa da interrupção da energia na roda-gigante. O caso segue em apuração após os registros de ocorrência realizados pelas partes envolvidas.

Confira o pronunciamento do prefeito:

Pronunciamento do ex-vereador: 

Amauri Gomes havia assumido temporariamente uma vaga de suplente na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Ele deixou o cargo com o retorno da vereadora Professora Jacqueline, que voltou ao Legislativo após Joana Darc reassumir o mandato estadual ao deixar a Secretaria de Proteção Animal (Sepet).

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