(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Manaus (AM) – A pré-candidata a deputada federal, Anne Moura (PT), afirmou acreditar que o Senado deve manter o apoio à proposta que prevê o fim da escala 6×1. Segundo ela, a mobilização popular continuará sendo fundamental durante a tramitação do projeto.
A declaração foi dada ao programa Cenário Político, do Portal AM1, exibido nesta sexta-feira (29).
Ao ser questionada sobre uma eventual movimentação do Senado para derrubar a pauta da escala 6×1, Anne Moura afirmou estar tranquila e disse acreditar na continuidade da mobilização social.
“Eu estou tranquila. Eu acho que a mobilização vai continuar, tem que continuar”, afirmou.
Durante a entrevista, a pré-candidata avaliou que o Senado terá uma postura mais equilibrada na discussão da proposta.
“Eu considero o Senado mais equilibrado, não no ponto de vista de direita e esquerda, mas mais equilibrado do ponto de vista da coerência, sabe? Com capacidade de avaliar melhor aquilo que tem impacto”, declarou.
Senadores amazonenses
Anne Moura também comentou a posição dos senadores do Amazonas sobre o tema. Segundo ela, Omar Aziz e Eduardo Braga devem apoiar a pauta trabalhista.
“Certamente estarão ao lado da classe trabalhadora, eu não tenho dúvida disso”, afirmou.
A pré-candidata ressaltou que a pressão popular teve impacto decisivo na votação da Câmara dos Deputados e afirmou que o movimento deve continuar durante a análise no Senado.
“É só o povo se organizando que a gente tem vitória coletiva”, concluiu.
Escala 6×1
O fim da escala 6×1 foi aprovado nesta quarta-feira (27), em dois turnos, na Câmara dos Deputados. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que acaba com a escala de trabalho 6×1.
A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta também garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos.
Caso o Senado aprove o texto sem alterações de mérito, a proposta seguirá para promulgação no próprio Congresso.
No entanto, se os senadores aprovarem mudanças no texto, a proposta retornará para nova análise da Câmara dos Deputados. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação.
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