Manaus, 16 de outubro de 2026
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Manaus, 16 de outubro de 2026

Cidades

Professor da Ufam lança livro sobre democracia e política

O livro amplia o acesso do público brasileiro à discussão sobre a relação entre democracia e representação na filosofia política.

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UFAM (Foto: Divulgação/Assessoria)

Manaus (AM) – O livro “Ensaios sobre democracia e representação política”, que reúne textos inéditos em português do filósofo inglês John Stuart Mill, será lançado na próxima terça-feira, dia 20, às 18h45, no auditório Rio Negro, do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A entrada é aberta ao público.

A obra foi traduzida pelo cientista político e professor Gustavo Dalaqua, do Departamento de Filosofia da UFAM e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia. O livro amplia o acesso do público brasileiro a uma das discussões centrais da filosofia política: a relação entre democracia e representação.

Durante o lançamento, haverá também um debate conduzido por Dalaqua e pela cientista política Verrah Chamma, professora do Departamento de Filosofia da UFAM e coordenadora do Grupo de Estudos sobre Representação Política (GERPP). O encontro abordará a crítica ao suicídio democrático formulada por Mill e pelo pensador francês Alexis de Tocqueville.

Os dois primeiros ensaios do livro analisam a obra “A democracia na América”, publicada por Tocqueville na década de 1830. Embora apresente críticas ao pensador francês, Mill não poupa elogios à obra, que considera o primeiro livro filosófico sobre a democracia.

Representação democrática

Ao destacar o caráter processual das instituições políticas e examinar a combinação entre o governo representativo no âmbito federal e a participação direta dos cidadãos na esfera municipal, Tocqueville permite a Mill refletir sobre uma questão que, à época, parecia interditada pela filosofia: a representação democrática.

Segundo o professor Gustavo Dalaqua, o último texto de Mill intervém no debate sobre a reforma eleitoral inglesa e defende propostas para democratizar o governo representativo, que, “ontem como hoje, tende fortemente à oligarquia”. Para o professor, os ensaios permanecem atuais. “Longe de se limitarem ao século XIX, estes ensaios permanecem úteis para quem busca aproximar a representação política da democracia”, afirmou.

(*) Com informações da Assessoria

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