Manaus, 24 de julho de 2024
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Cidades

Professores da Seduc são ‘intimidados’ a aceitarem proposta do governo

Professores da Seduc são ‘intimidados’ a aceitarem proposta do governo

(Foto: Reprodução/Facebook)

Professores e pedagogos que exercem a função de gestores de escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) denunciaram ao Site Amazonas1, que estão sendo ‘intimidados’, com a ameaça de perderem os cargos, caso não votem favoráveis as propostas até agora apresentadas pelo Governo do Amazonas.

(Foto: Reprodução/Facebook)

Segundo denúncia, na quarta-feira, 21, houve uma reunião com os gestores do Distrito de Educação 3, a pedido da coordenadora Dariana Corrêa, onde ela ‘ordenou’ que os gestores votassem na tarde desta quinta-feira, 22, na Assembleia Geral do Sinteam, em frente ao Atlético Rio Negro Clube, a favor das propostas do governo e contra a greve.

“Ficou explícito que quem fosse contra a ordem dada pela coordenadora, perderia o cargo”, disse uma servidora, que não quis se identificar, ao acrescentar que o ‘recado’ foi uma determinação da Seduc.

A situação também teria ocorrido em outros Distritos Educacionais do Estado.

Manifestação

Na manhã desta quinta-feira, 22, professores fizeram uma grande manifestação em frente à sede do Governo do Estado.

Os professores reivindicam o reajuste salarial de 35%, de março de 2014 a março de 2018. Além disso, outros pontos são reivindicados, a progressão vertical e horizontal, plano de saúde, reajuste do auxílio alimentação, entre outros.

No interior, houve manifestações em 40 municípios, como Parintins, Itacoatiara, Coari, Manacapuru, Rio Preto da Eva, Codajás, Tabatinga, entre outros.

Carreata e audiência pública

Nesta sexta, os professores devem começar a se reunir na frente da Arena da Amazônia a partir das 7h. A previsão é que o grupo saia às 8h30 em direção à Assembleia Legislativa do Estado (ALE), onde participaram de uma audiência pública, e de lá seguem para o Centro de Manaus.

“No Centro, vamos conversar com a sociedade amazonense sobre nossas reivindicações”, afirmou Lambert. De lá, a carreata segue para a Avenida Brasil até a frente da sede do governo mais uma vez.