Professores paralisam trabalho para reivindicar pagamento do abono

Publicado em 11/09/2017 21:18
Os candidatos têm até o dia 2 de março para apresentar os documentos
Mais de 500 professores vão ser convocados (Foto: Divulgação/Assessoria)

Da Redação e com informações da assessoria

Professores da rede municipal realizam nesta terça-feira (12) às 7h protesto em frente à Secretaria Municipal de Educação, na rua Maceió, Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus, pela falta de transparência do prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) no uso dos recursos do do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) que será utilizado para pagar promoções de carreira ao invés do abono salarial, como está fazendo o Governo do Estado. O assunto foi noticiado pelo Amazonas1 em primeira mão.

Na ocasião será realizada a coleta de assinaturas para serem anexadas aos documentos elaborados pela comissão jurídica que serão entregues à Prefeitura Municipal de Manaus.

No dia 5 de setembro, cerca de 300 professores e pedagogos da base da categoria decidiram a necessidade de iniciar a luta pela prestação de contas e rateio justo do Fundeb.

De acordo com a coordenação do movimento, há um grande descontentamento da categoria com a falta de transparência desse recurso público que, somente este ano, o estado do Amazonas chegou a receber o montante de R$ 530,7 milhões. Desse valor, a Semed recebeu mais de R$ 109 milhões, recurso que não se sabe no que exatamente foi aplicado.

Também é cobrada a transparência e prestação de contas sobre os aspectos relacionados aos investimentos que o próprio município deve fazer em educação.

Divergências

O descontentamento da categoria é geral, embora a real finalidade do dinheiro cause divergência entre as entidades de apoio aos professores. “Nós, do Asprom/Sindical, estamos apoiando a manifestação, apesar de considerarmos que o foco da luta está equivocado. Eles estão priorizando que os atuais recursos do Fundeb municipal, que não são sobras, sejam usados para pagamento de abono. E nós defendemos que estes recursos devem ser utilizados para o pagamento do reajuste salarial da data-base de 2017 que ainda não foi pago”, declarou o presidente da Asprom, Lambert Melo.

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