Manaus/AM – Os professores da rede municipal, que já veem reivindicando há meses um reajuste no seu auxílio alimentação, não foram informados sobre qualquer aumento no benefício por parte da Prefeitura de Manaus. Os trabalhadores denunciam nas redes sociais que temem ficar fora do Projeto de Lei que será encaminhado à Câmara Municipal de Manaus (CMM), para aumento de 100% no auxílio-alimentação de servidores da prefeitura.
O anúncio feito pelo prefeito David Almeida (Avante), na semana passada, não especifica quais pastas serão favorecidas com o reajuste, diz apenas que cerca de 10 mil servidores terão o aumento.
Segundo o professor Lambert Melo, integrante do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (AspromSindical), não há qualquer informação divulgando que os professores estão incluídos no Projeto de Lei. A suspeita é de que, mais uma vez, a classe esteja sendo prejudicada.
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“Nós assistimos, nessa semana que passou o prefeito David Almeida anunciar que vai encaminhar para a Câmara Municipal de Manaus um Projeto de Lei que reajusta o valor do auxílio alimentação dos servidores da prefeitura. Nós não tivemos acesso ainda ao Projeto de Lei do prefeito, mas nós temos visto publicações que a própria prefeitura tem feito nas redes sociais e que nessas publicações, nós não encontramos na listagem das secretarias e servidores que vão ser beneficiados, não encontramos a Semed no meio das outras secretarias”, disse.

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Lambert disse ao Portal AM1 neste domingo (13) que o sindicato precisa analisar o PL e verificar se de fato a Semed está de fora, como eles suspeitam.
“Então, como nós não vimos ainda o Projeto de Lei, não podemos afirmar com total certeza de que a Semed está fora desse Projeto de Lei que vai ser encaminhado para a Câmara dos Vereadores […] Mas pelas publicações nas redes sociais, não encontramos o nome da Semed, então nós acreditamos que aparentemente a Semed está de fora desse Projeto de Lei”, disse.
Aliás, mesmo antes deste PL, a Asprom já reivindicava o reajuste da data base dos trabalhadores, tanto é que a categoria já iniciou uma campanha salarial, na qual um dos itens é justamente o aumento no auxílio alimentação.
“E nós temos uma pauta de reivindicação porque nós já iniciamos a nossa campanha salarial pela data base da Semed, que é em 1º de maio. Nós enviamos para a Semed, a nossa pauta de reivindicações. Um dos itens é justamente a exigência do reajuste do auxílio alimentação em 100%”, afirmou.
Após enviada a pauta à Semed, o sindicato espera que o titular da pasta, Pauderney Avelino, marque uma audiência pública com os trabalhadores com o objetivo de iniciar as negociações.
Não é suficiente
Embora pareça um bom reajuste, Lambert apontou que ainda não é suficiente, visto que a inflação do país aumentou bastante e o valor do auxílio alimentação dado aos professores não consegue atendê-los, causando prejuízo. Ele destaca, ainda, que em outras secretarias, o valor do auxílio é entre R$ 1 mil e R$ 2 mil.
“Mesmo que seja dado esse reajuste de 100% do auxílio alimentação, o valor nominal de R$ 484 será ainda um valor muito baixo para de fato servir como um auxílio que possa garantir a segurança alimentar dos professores, dos trabalhadores da educação, quando nós sabemos que em outras secretarias existem auxílios alimentação que passam de R$ 1 mil ou até mesmo R$ 2 mil o valor do auxílio”, afirmou.
“Para nós, consideramos que esse valor é baixíssimo e realmente causa um prejuízo muito grande porque nós estamos com uma inflação galopante, que passou já dos 10% nos últimos 12 meses e nesse sentido nós encontramos dificuldades para adquirirmos os gêneros alimentícios necessários para nossa alimentação. Então, o prejuízo é muito grande”, concluiu.
O secretário da Semed, Pauderney Avelino disse ao Portal AM1 que não tem conhecimento dessa informação. Ele também afirmou que “existe sim estudo [para reajuste de auxílio alimentação aos professores], mas não há nada confirmado”.





