Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Projeto Xepa ensina mães de Manaus como não desperdiçar alimentos

O projeto tem duração de um ano, ocorre em vários módulos e tem acesso gratuito, conforme vagas disponíveis.

(Foto: Divulgação/INB)

Manaus (AM) – Por meio das oficinas de Culinária Alternativa, do Projeto Xepa, mais de 30 mulheres, moradoras na zona Centro-Sul de Manaus, estão aprendendo a como não desperdiçar alimentos. A iniciativa é do Instituto Norte Brasil, que promove ações socioassistenciais naquela região da cidade. O projeto tem duração de um ano, ocorre em vários módulos e tem acesso gratuito, conforme vagas disponíveis.

De acordo com a presidente do Instituto, Viviane Reis, o Projeto Xepa é voltado para a questão alimentar, sendo idealizado por uma nutricionista e uma psicóloga a partir de duas temáticas: o desperdício dos alimentos e a compulsão alimentar.

“A primeira é a questão do desperdício alimentar. Como você pode aproveitar o alimento, através das cozinhas de culinária alternativa. A segunda é a questão do emocional. Infelizmente, depois da pandemia, as pessoas começaram a ter crises de ansiedade, o que gera uma compulsão alimentar”, explica a presidente, que é assistente social por formação.

Viviane Reis informa que os serviços são ofertados gratuitamente para a comunidade e o projeto Xepa é executado em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc).

As oficinas de culinária ocorrem de segunda a quinta-feira, de 9h às 11h, com a presença das profissionais. Trabalho que vai além das técnicas de como reaproveitar os alimentos.

“Nós percebemos que muita gente tem resistência a ir ao psicólogo dizendo que não é doido ou afirma não ir ao nutricionista achando que é coisa rico. Estas crenças são desmistificadas no projeto. Aqui, orientamos não só a como elas podem comer de maneira saudável, mas como preparar um alimento de maneira a não ‘despejar’, na comida, a questão da ansiedade”, explica.

Com foco na economia popular, o reaproveitamento de alimentos ensinados nas oficinas, são de alimentos nutritivos e acessíveis ao bolso da população.

“Como a melancia que elas estudaram na primeira atividade e fizeram uma *compota. Houve ainda uma semana de oficina, com banana. São alimentos que fazem parte da rotina delas, mas que geralmente, vão parar no lixo”, alerta a presidente do INB.

Sobre o Instituto

A instituição é voltada à promoção da proteção básica, visando a valorização do ser humano e a dignidade a vida. Surgiu em 2019, por iniciativa de amigos que se reuniam para ajudar pessoas em vulnerabilidade social.

(*) Com informações da assessoria

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