O pedido, no entanto, não foi acatado pelo vereador que presidia a sessão, Raulzinho(MDB), que optou por encerrar os trabalhos. A decisão gerou reação imediata de Rodrigo Guedes, que classificou a situação como prejudicial ao andamento legislativo e à produtividade da Casa.
Segundo o parlamentar, a interrupção atrasa o andamento dos projetos, já que muitas propostas precisam passar por várias votações, o que acaba prejudicando todo o processo.
“É simplesmente um absurdo, porque se nós votássemos os projetos hoje, na segunda-feira nós já poderíamos estar votando outros ou outras etapas dos mesmos projetos”, afirmou com exclusividade ao Portal AM1.
Rodrigo Guedes também criticou a dinâmica das sessões, especialmente quando há uso da tribuna sem a realização da Ordem do Dia. Para ele, isso reduz a efetividade do trabalho parlamentar.
“Quarta-feira para eles, aqui na Câmara, é o sextou! Eles já ficam em clima de sexta-feira, fica todo mundo agoniado para sair”, disse, sugerindo falta de compromisso de parte dos vereadores com a agenda legislativa.
O vereador afirmou ainda que havia possibilidade de prorrogar a sessão dentro das normas regimentais da Casa, ressaltando que o regimento permite a extensão dos trabalhos até as 13h da tarde, o que garantiria tempo para a continuidade da votação dos projetos.
Na avaliação do parlamentar, a justificativa apresentada pela presidência, de que vereadores teriam agendas externas, não se sustenta, classificando a situação como um desrespeito à sociedade.
Durante o impasse, Rodrigo Guedes chegou a solicitar que a decisão fosse submetida ao plenário, permitindo que os próprios vereadores decidissem sobre a permanência.
“Eu ainda pedi para ele colocar em votação para os vereadores decidirem se querem ficar ou não, mas ele [Raulzinho] de forma totalmente autoritária encerrou a sessão”, criticou.
O parlamentar também fez uma avaliação mais ampla sobre o funcionamento da Câmara, apontando baixa frequência e falta de engajamento de alguns colegas.
“Três dias para eles é demais. A Câmara não gosta de trabalhar, não quer trabalhar a maioria dos vereadores”, afirmou, acrescentando que isso impacta diretamente a aprovação de projetos relevantes.
Por fim, o vereador ressaltou a importância de dar prioridade à análise das matérias legislativas. “Eu procuro apresentar projetos importantes, e eles têm que ser votados no tempo mais curto possível, não em um ou dois anos”, concluiu.
O episódio reacende o debate sobre a organização das sessões plenárias e a necessidade de garantir maior produtividade e eficiência na tramitação de propostas na Câmara Municipal.
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