Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Política

Rejeição de Messias expõe tensão política, mas governo descarta crise com Congresso

Enquanto governo fala em normalidade institucional, oposição afirma que episódio marca perda de credibilidade.

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(Foto: Carlos Moura /Agência Senado)

Manaus (AM) – A rejeição da indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29), não deve provocar mudanças na relação entre o Executivo e o Legislativo. A avaliação é do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que classificou o episódio como parte do processo democrático.

Segundo o parlamentar, o governo já enfrentou vitórias e derrotas no Parlamento sem que isso comprometesse o diálogo institucional.

— A relação continua a mesma. Nós já tivemos vitórias e derrotas no Senado, no Congresso e na Câmara dos Deputados e a relação não mudou. Não mudou e nem mudará — afirmou.

A indicação de Messias foi rejeitada por 42 votos a 34. Para Randolfe, o resultado não esteve ligado ao desempenho do indicado durante a sabatina, mas a fatores políticos, incluindo o cenário pré-eleitoral. Ele ressaltou que o nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva atendia aos requisitos necessários para o cargo.

A vaga no STF surgiu após o anúncio de aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. Esta foi a terceira indicação feita por Lula no atual mandato.

O relator da indicação, senador Weverton (PDT-MA), reconheceu a derrota do governo, mas afirmou que o presidente não deve encaminhar um novo nome de imediato.

— O que está se discutindo é que impuseram uma derrota a uma pessoa que nada tinha a ver com o processo eleitoral. Cometeram uma injustiça enorme com o ministro Messias — declarou.

Reações da oposição

Para o líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), a decisão do Senado representa um revés significativo para o governo federal.

— Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante — afirmou.

Avaliação no Senado

Já o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), destacou o caráter democrático da votação. Favorável à indicação, ele lamentou o resultado e elogiou o perfil de Messias.

— Cada um vota como acha. A democracia é assim. Lamento muito, mas é página virada — disse.

Apesar do revés, a base governista reforça que o episódio não compromete a condução política do Executivo no Congresso, mantendo o discurso de continuidade no diálogo institucional entre os Poderes.

(*) Com informações da Assessoria Agência Senado

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