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Rejeitados nas urnas, ex-campeões de votos ainda têm chance em 2022?

Nomes como Mirtes Salles, Reizo Castelo Branco, Ronaldo Tabosa e Vanessa Gazziotin devem tentar retornar aos cargos públicos no próximo pleito
Beatriz Araújo – Portal Amazonas1
• Publicado em 25 de setembro de 2021 – 08:00
Foto: Divulgação

MANAUS, AM – Ainda na esperança de um retorno aos parlamentos do Amazonas, vários políticos que protagonizaram fracasso nas urnas nas últimas eleições podem voltar à disputa eleitoral no próximo ano e tentar emplacar seus nomes nos cargos de deputados estaduais e federais. O desafio é mudar as estratégias e não repetir as derrotas.

Mirtes Salles, Reizo Castelo Branco, Ronaldo Tabosa e Vanessa Graziotinni estão nesse time de rejeitados, que ainda colocam o nome para jogo, até por jamais se afastarem do cenário político nos bastidores.

Leia mais: De olho nas eleições de 2022, Marcelo Amil se filia ao Psol

Todos possuem histórico político com ascensão no número de votos nos primeiros mandatos e uma queda desastrosa nas últimas corridas eleitorais.

MIRTES SALES: DO TOPO À DERROTA

Mirtes Sales ingressou na política em 2004, quando foi eleita para o cargo de vereadora, alcançando a marca de 10.303 votos, sendo a mulher mais votada do pleito na época pelo partido Progressistas (PP). Na sua reeleição, em 2008, Mirtes lançou 6.947 votos.

Nos anos seguintes, Mirtes não conseguiu se reeleger, em 2012 buscando seu terceiro mandato, recebeu apenas 4.332. Em 2016, o número de votos caiu para 3.198 e deixou a candidata fora do parlamento novamente.

Graças à eleição de Joana Darc para o parlamento estadual, a ex-vereadora conseguiu voltar à Câmara Municipal, em 2019, por ser suplente da vereadora que elegeu como deputada estadual. Porém, em 2020, não conseguiu a reeleição e teve apenas 1.116 votos. Atualmente, Mirtes atua como secretária da Sejusc.

Avaliando o fracasso da última eleição, Mirtes considerou que o baixo número de votos ocorreu devido ao erro de estratégia da campanha e o curto tempo para trabalhar como vereadora. Ela acredita que o eleitorado não soube que ela estaria de volta ao parlamento.

“Bem, eu não consigo explicar o que houve com o último pleito. Talvez erro de estratégia. Passei 6 anos afastada da Câmara, voltei e tive apenas um ano e meio para trabalhar até a campanha. Muitas pessoas nem sabiam que eu tinha voltado. Tivemos uma campanha em plena pandemia. Tenho um bom número de seguidores e pessoas que acompanham e gostam do meu trabalho, mas é preciso que a mensagem chegue até as pessoas para que elas possam escolher”, disse.

Em relação ao próximo pleito, Mirtes disse que ‘não há a menor possibilidade de se lançar como candidata’, ela busca focar em projetos pessoais. Mas na política nunca diga nunca.

QUEM QUER TABOSA?

Outro nome que deve aparecer no ano que vem é Ronaldo Tabosa. Em 2010, Tabosa se candidatou ao cargo de deputado estadual, porém, ele não foi eleito.

Em 2011, Tabosa foi processado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por compra de votos e uso indevido do programa de TV para fins eleitorais. Em 2012, no entanto, Tabosa conseguiu se eleger para o cargo de vereador, mas teve seu mandado cassado em 2013, tornando-o inelegível por um período de três anos. Voltou ao mandato em 2014, após receber seu cargo de volta, mas foi cassado três dias depois.

Em 2019, Tabosa chegou a assumir a vaga deixada pelo deputado estadual Álvaro Campelo, na CMM, todavia, em 2020, não conquistou a eleição ao receber apenas 2.379 votos. Agora, Tabosa sofre dificuldades em encontrar um partido que aceite lançar seu nome na próxima eleição, mas afirma que existe interesse.

“Fico feliz de ser lembrado pela população gostaria de um partido para disputar cargo majoritário, mas aqui não abrem espaço para que eu dispute”, disse Tabosa ao Amazonas1, relatando que nenhum partido aceita sua filiação.

FILHO DE SABINO E AMIGO DE DAVID ALMEIDA

Reizo Castelo Branco também é nome cotado e pode disputar as eleições no ano que vem. O político possui um histórico de votos decadente nas urnas. Reizo conquistou seu primeiro mandato aos 21 anos, em 2008, com uma votação expressiva com 12.327 votos.

Quatro anos depois, no pleito de 2012, ao disputar a reeleição, Reizo mostrou seu poder nas urnas, sendo o candidato a vereador mais votado daquela eleição, com 18.109 votos.

Após dois mandatos legislativos de êxito, o declínio começou a se desenhar na eleição de 2016. Ele foi reeleito para o terceiro mandato, mas conquistou apenas 10.403 votos.

Quatro anos depois, Reizo declinou na vida política e conquistou apenas 1.779 votos, ficando de fora da nova legislatura da CMM. O fracasso nos votos teria sido devido as diversas polêmicas envolvendo seu nome durante os mandatos. Em janeiro deste ano, Reizo chegou a ser nomeado pelo prefeito David Almeida como diretor do Departamento de Difusão Cultural, na Manauscult, mas acabou sendo exonerado do cargo após a repercussão negativa da nomeação.

VANESSA GRAZZIOTIN PREPARA TERRENO PARA A VOLTA

Outro nome que deve aparecer na disputa do ano que vem é Vanessa Gazziotin, que já obteve diversos mandatos em Manaus e no Amazonas, mas está distante da vida política há alguns anos. Vanessa teve três mandatos de vereadora, sendo eleita pela primeira vez em 1989 e ficando no cargo até 1999.

Depois colecionou mandatos como deputada federal, ingressando no mandato em 1999 e permaneceu até 2010, quando foi eleita senadora pela bancada amazonense, na qual permaneceu por oito anos. Porém, desde então, não conseguiu se manter em cargos políticos. Atualmente, Vanessa trabalha na Câmara dos Deputados como assessora parlamentar.

Procurados pela equipe de reportagem, Vanessa e Reizo não se pronunciaram sobre o futuro político.

Estratégia

Eleitos pela força dos programas televisivos ou até mesmo por apadrinhamento político, os possíveis candidatos deverão mudar as estratégias se quiserem encabeçar a corrida eleitoral de 2022. Conforme analisou o cientista político e diretor presidente da Action Pesquisas de Mercado, Afrânio Soares. Segundo o especialista, é preciso se adaptar aos novos formatos usados na campanha.

“Ano passado tivemos uma eleição atípica, onde a internet foi a protagonista da eleição municipal. Muitos candidatos que tinham histórico em programas políticos ou até mesmo apoio familiar perderam espaço devido à ausência da campanha de rua. Ano que vem, a eleição vai mudar novamente, é preciso estar preparado para os novos formatos, a TV perdeu espaço para a internet. Os políticos antigos deverão mudar a estratégia se quiserem conquistar os cargos”, declarou.

Perfil dos candidatos

O cenário das eleições para o ano que vem já começa a se consolidar e o perfil dos candidatos que devem sair vitoriosos do pleito pode sofrer alteração, comparado às últimas eleições. De acordo com o cientista político Carlos Santiago, discursos patriotas devem perder espaço frente aos políticos que possuem benfeitorias e atuações nas comunidades.

“O cenário será outro. Desta vez, quem terá melhor desempenho nas eleições do ano que vem será aquele político com histórico, que já passou pela comunidade, esteve envolvido em projetos sociais, levantou causas e é conhecido nas ruas. Os discursos de defesa da pátria, bolsonaristas e de segurança pública não serão mais suficientes para conquistar um cargo público”, comentou.

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