Foto: (Antônio Mendes/ Portal AM1)
Brasília (DF) – Em meio ao segundo dia de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados, parlamentares retomam suas atividades na Câmara dos Deputados após uma sinalização do presidente da Casa baixa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao PL da Anistia.
A ordem da oposição ao governo era obstruir as atividades em virtude do julgamento, que tornou réu o ex-presidente por tentativa de Golpe de Estado. Além de Bolsonaro, Braga Netto e Mauro Cid estão entre os acusados.
A pauta é o carro chefe da oposição na Câmara, que pressiona para o texto ser votado.
O líder da oposição, deputado Luciano Zucco (PL-RS), afirmou, na terça, a jornalistas, que o pedido de urgência deve ser enviado na próxima semana para avaliação do presidente da Casa.
“Semana que vem vamos apresentar as assinaturas, a intenção de apresentar as assinaturas do projeto da anistia (…) a gente precisa, neste momento, que tenhamos aqui a possibilidade de libertar essas pessoas que estão sendo presas injustamente,” disse o deputado no STF.
Após a sinalização do encontro com Motta, que está no Japão com o presidente Lula, os parlamentares estão participando de reuniões e comissões da Casa Baixa. O encontro deve acontecer na próxima semana.
O ex-presidente chegou cedo ao Senado para acompanhar o julgamento ao lado de seu filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nas redes sociais, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que esteve com Bolsonaro antes da sessão começar.
Obstrução
Nesta terça-feira (26), a diretriz da oposição era de obstruir as comissões e sessões em virtude do julgamento do ex-presidente.
Fontes ligadas à direita na Câmara destacaram à reportagem que, após uma reunião, a “sugestão” veio do próprio Bolsonaro.
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