(Foto: Gabriel Alves/Portal AM1)
Manaus (AM) – O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) criticou, nesta segunda-feira (3), o modelo de recesso parlamentar adotado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM). Durante o retorno das atividades legislativas, o parlamentar afirmou que a interrupção das sessões por um mês não faz sentido e classificou a pausa como uma “aberração”, ao defender que o plenário permaneça em funcionamento para discutir e votar matérias de interesse da população.
Ao iniciar o pronunciamento, Guedes cumprimentou os vereadores, a imprensa e o público que acompanhava a sessão presencialmente e pelas redes sociais. Em seguida, direcionou as primeiras críticas ao período de recesso, destacando que já havia se manifestado anteriormente contra a paralisação dos trabalhos legislativos.
Segundo o vereador, a suspensão das sessões compromete discussões consideradas importantes para a cidade, o estado e o país. Ele afirmou que não vê justificativa para que o plenário permaneça um mês sem realizar votações, analisar projetos de lei, apreciar requerimentos ou promover debates.
“Primeiramente, seu presidente, eu venho aqui dizer que hoje nós retornamos do recesso, um recesso que, como já disse tantas vezes, para mim não faz absolutamente nenhum sentido existir, porque um mês sem as atividades do plenário, com discussões tão importantes para a nossa cidade, para o nosso estado, para o nosso país, e aí a Câmara se dá ao luxo de ficar um mês sem plenário, sem votação de projetos de lei, de requerimentos, sem discussão, sem debate, como se isso daqui não fosse importante para a sociedade”, afirmou.
Na avaliação de Guedes, a normalização do recesso parlamentar demonstra que parte dos parlamentares não considera a atividade legislativa suficientemente relevante para justificar a continuidade das sessões ao longo do ano.
“Talvez alguns realmente não considerem tão importante, por isso que normalizam o recesso parlamentar”, disse.
Durante a fala, o vereador também comparou o modelo adotado pela Câmara Municipal ao recesso do Congresso Nacional. Segundo ele, embora considere que a interrupção das atividades também não faça sentido no âmbito federal, existe uma justificativa relacionada à atuação dos parlamentares em Brasília e à necessidade de permanecerem próximos de seus estados.
“O recesso parlamentar, que é algo que é copiado ali da União, do Congresso Nacional, lá já não faz sentido, mas lá ainda tem a questão de os parlamentares não estarem nos seus estados e a intenção ali, a gente sabe que na prática não é bem isso, mas a intenção é de o parlamentar poder em algum momento ficar mais próximo do seu estado de forma mais constante, porque, no período normal, o parlamentar tem que ficar ali no Congresso Nacional, longe da sua cidade, do seu estado, enfim”, comparou Rodrigo Guedes.
Na sequência, Guedes afirmou que essa justificativa não se aplica à Câmara Municipal de Manaus, uma vez que os vereadores exercem suas atividades na própria cidade onde residem. Para ele, a proximidade entre o local de trabalho e as residências dos parlamentares elimina a necessidade de uma pausa prolongada nas sessões.
O parlamentar reforçou sua posição contrária ao recesso parlamentar no meio do ano e voltou a utilizar um tom crítico para definir o modelo adotado pela Casa. “O meu, mais uma vez, repúdio sobre essa aberração chamada recesso parlamentar aqui no meio do ano”, disse.
Após concluir as críticas ao período de recesso, Rodrigo Guedes afirmou que havia diversos temas, demandas e cobranças que precisavam ser discutidos no retorno das atividades legislativas. Em seguida, anunciou que faria uma denúncia e cobraria explicações sobre as contas de energia elétrica percebidas pelos consumidores nos últimos dois meses.
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