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‘Não fui para a CMM fazer amigos’, dispara Rodrigo Guedes em entrevista ao AM1

Parlamentar deu entrevista ao Amazonas1 e falou sobre temas como o papel da CMM, a gestão de David Almeida e até as eleições de 2022
Lucas Rodrigues – Portal AM1
• Publicado em 30 de setembro de 2021 – 16:40
Rodrigo Guedes
Foto: Reprodução

MANAUS, AM – Um dos principais nomes da oposição à gestão de David Almeida (Avante), o vereador Rodrigo Guedes (PSC) disse, nesta quinta-feira (30), que não foi eleito para a Câmara Municipal de Manaus (CMM) “para fazer amigos”. O vereador deu entrevista ao Amazonas1 nesta quinta e falou sobre temas como a atuação na CMM, gestão da prefeitura e até as eleições de 2022.

Guedes, que é vereador de primeiro mandato, afirma que quando chegou à CMM, havia uma espécie de “código de conduta” entre os vereadores, de não expor a Casa ou atacar a própria Câmara. Ele afirma que, se depender dele, isso acabou, e que não foi eleito para fazer amigos.

“Era sempre todo mundo caladinho, um protegendo o outro, num corporativismo ao extremo. Tem até um código de conduta para não expor a Casa ou os vereadores. Não fui para fazer amigos, mas respeito a todos. Se eu fizer algum amigo, até porque tenho boa relação com todos, ótimo. Fui lá para fazer o certo e representar a população de Manaus”, salientou.

Leia mais: Vereador Rodrigo Guedes mostra abandono da Vila Olímpica ao lado da CMM

Guedes ainda relatou que, na posição de vereador independente, é difícil ter qualquer um dos seus projetos apreciados e avaliados pelos colegas parlamentares. Assim, ele diz que sua principal função, hoje, é fiscalizar, e acredita que há coisas erradas tanto no Executivo como na Câmara.

“Fiscalizar tanto o Executivo como a Câmara, porque tem gente que acha que temos que fechar os olhos para tudo o que acontece na CMM, e até mesmo lá ocorrem algumas coisas erradas. Tenho feito isso, derrubamos o caso das picapes e do puxadinho, e me manifestei publicamente nesses casos. Se a gente não expõe, a gente acaba perdendo força, porque o assunto vai ficando ali e vai morrendo”, alega.

Ameaça de cassação

O parlamentar também falou sobre um vídeo polêmico que chegou a postar em seu perfil no Twitter, da briga de dois animais. Ele relembrou que chegou a ser ameaçado de cassação por causa da publicação, mas afirmou que o vídeo representa simplesmente a visão da população sobre a Casa, e que a ameaça é só uma tentativa de intimidação.

“Eu não fui à CMM para atacar ninguém, mas aquela é a visão que o povo tem dos políticos. É como se eles pensassem em si e nunca da população. Confesso que não cogitei a proporção que deu, mas eu não estou faltando com a ética. Fui eleito e tenho mandato e liberdade para falar. Isso é apenas uma tentativa de intimidação, porque acham que os vereadores só podem atuar se for na base do prefeito”, apontou.

Guedes ainda apontou que não quer ser um herói “antipolítico” ou “antisistema”, mas sim que luta pelo o que considera certo. Por isso mesmo, se considera um “independente”, isto é, sem ser oposição e sem ser base.

“Acredito que classificar como oposição ou situação me limita. Se eu sou oposição, parece que quero me opor a tudo. Se sou base, parece que quero apoiar tudo. Sem demagogia, acredito que todos os parlamentares deveriam se manter independentes. Se o prefeito acertou, ótimo. Se errou, devemos criticá-lo”, salientou.

Rodrigo Guedes deu entrevista à jornalista Gabriela Alves, do Amazonas1. Foto: Reprodução

Gestão David e aumento do IPTU

Rodrigo Guedes classificou a gestão de David Almeida na prefeitura de Manaus como tendo acertos, mas com uma visão “um pouco equivocada”. Segundo ele, o prefeito ainda trabalha com uma fórmula antiga de gestão, e que falta o chamado “toque de classe”, o “pente fino”, e que ele quer ver Manaus como Curitiba ou Florianópolis. “Em Manaus, só tem qualidade de vida quem tem dinheiro”, afirmou.

“Tem quem ache que reforma é pintar. Eu não acho isso, e sei que tem muitas coisas erradas. Tem rua que é recapeada mas não tem sinalização, tapa-buraco com bueiro aberto, parques e praças abandonados e só com pintura. Isso é um feijão com arroz mal feito. Falta arborização, o trânsito é caótico e não tem sinalização viária. Não tem uma parada de ônibus decente, e uma faculdade fez um abrigo melhor que o da prefeitura. Falta uma gestão ‘fina’ da cidade”, apontou.

Ele também discutiu o aumento da alíquota do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para os imóveis comerciais, e disse que vai continuar batalhando para que o aumento seja revogado, de fato. A gestão de Arthur Neto (PSDB) aprovou o aumento do IPTU em 40%, e na gestão de David, o aumento foi revogado.

“Foi uma vitória, mas eu e o [vereador] Amom [Mandel, sem partido] vamos ficar de olho. Somos independentes, e se o projeto do aumento não for enviado para a Câmara até o fim do ano, nós vamos denunciar. A população não pode suportar mais um aumento de impostos, principalmente nesse momento de pandemia”, salientou.

Ponto eletrônico, sessões virtuais e eleições 2022

Durante a entrevista, o vereador do PSC apontou a necessidade de a CMM ter o ponto eletrônico para todos os servidores, incluindo os vereadores. Ele afirmou, inclusive, que é extremamente necessário que a Câmara acabe com as sessões virtuais, até porque todos os servidores já estão trabalhando.

“É impossível saber se o vereador realmente está lá trabalhando, presente na sessão virtual. Não dá para ficar só em casa, e nem dá para provar se, de fato, o vereador está na sessão. Foi comprado um telão para verificar a presença, e agora o telão está sendo usado para transmitir imagens da Câmara. É por isso que a população tem raiva dos políticos. A sessão virtual tem que acabar, a CMM tem que ter ponto eletrônico, mas é só o presidente da Câmara que pode fazer isso”, alegou.

Em relação às eleições de 2022, Rodrigo Guedes afirmou que já foi procurado por diversos partidos e que já recebeu propostas. Ele confirmou que tem pensado em se candidatar a um cargo eletivo em 2022, e que é “papo furado quem diz que não pensa em eleição”.

“Dizer que político não pensa em eleição é mentira. Todo político pensa em política e eleição. É preciso parar de ser pinóquio. Sobre 2022, estou em conversas. Já fui procurado por partidos, por outras pessoas, e estou em conversa com o PSC. Minha candidatura vai depender de uma série de fatores e a conjuntura política”, salientou.

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