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16 de maio de 2021
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Rússia inicia retaliação contra sanções determinadas por Biden

Depois das sanções americanas à Rússia devido à suposta interferência em eleições e ataques de hackers, foi a vez de o Kremlin anunciar suas retaliações

Rússia inicia retaliação contra sanções determinadas por Biden
Foto: Divulgação

SÃO PAULO, SP – Um dia após o anúncio de sanções americanas à Rússia devido à suposta interferência em eleições e ataques de hackers, foi a vez de o Kremlin anunciar suas previsíveis retaliações.

Serão banidos de entrar na Rússia oito pessoas que ocupam ou ocuparam altos cargos na administração americana. É algo simbólico, dado que não se esperava uma visita de Susan Rice (Conselho de Política Doméstica), uma das afetadas, a Moscou tão cedo. Além disso, serão expulsos dez diplomatas, o mesmo número indicado pelo governo de Joe Biden na quinta (15), sob acusação de espionagem.

Esse tipo de retaliação cabeça a cabeça é usual nesses casos. Foi assim durante a crise entre Rússia e Reino Unido devido à tentativa de assassinato contra um ex-agente russo que morava na Inglaterra, em 2018, por exemplo.

Ainda assim, é mais um elemento de tensão entre os dois governos no momento em que há movimentações militares em torno da Ucrânia que o Kremlin qualificou nesta sexta de “ainda muito perigosas”, nas palavras de seu porta-voz Dmitri Peskov.

Em resposta a uma posição de ameaça do governo de Kiev de tentar retomar as áreas ocupadas por rebeldes pró-Rússia em 2014, Moscou concentrou cerca de 80 mil soldados nas fronteiras com o vizinho.

Leia mais: Atirador mata 8 pessoas e comete suicídio após atentado

Ambos iniciaram uma série de exercícios militares provocadores, e os EUA entraram no jogo ao lado de Kiev, com Biden adotando uma retórica dura contra
A confusão na região ocorreu após o presidente Vladimir Putin anexar a Crimeia após a queda de um governo aliado em Kiev no começo de 2014, estimulando uma guerra civil que já matou 14 mil pessoas está sob frágil cessar-fogo.

Biden resolveu assoprar, sugerindo uma reunião de cúpula por telefone a Putin, e dois dias depois determinou as sanções. Com efeito, elas não citam a Ucrânia, e sim outras queixas corriqueiras dos EUA sobre Putin.

Isso pode facilitar, teoricamente, o andamento das negociações, dado que nenhum dos dois lados de fato quer um conflito potencialmente desastroso. A Ucrânia não faz parte da Otan (aliança militar ocidental), mas tem várias cooperações de defesa e uma invasão russa tenderia a trazer os europeus ao conflito. Ainda assim, há muita desconfiança mútua.

“Claramente eles [Putin e Biden] diferem no entendimento de como construir uma relação mutuamente benéfica levando em conta os interesses do outro”, disse Peskov mais cedo. Ele disse que “a obsessão com sanções de nossos contrapartes americanos segue inaceitável”.

A China, aliada da Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas e crítica contumaz das sanções econômicas que recebe dos EUA devido à restrição da autonomia de Hong Kong, defendeu Putin. “[As medidas] constituem política de força bruta e ‘bullying’ hegemônico”, disse o porta-voz da chancelaria chinesa, Zhao Lijian.

A retaliação russa pode tomar forma de algum veto a negócios com empresas americanas, mas na prática isso já está bastante interditado. E a principal punição americana, visando coibir a negociação externa de títulos do Tesouro russo, não tem como ser replicada com qualquer eficácia por Moscou.

Além do caso americano, a Rússia decidiu expulsar cinco diplomatas poloneses, também em resposta a uma ação semelhante feita pelo governo em Varsóvia. Segundo o chanceler russo, Serguei Lavrov, o Kremlin recomendou que o embaixador americano no país, John Sullivan, fosse travar “sérias consultas” em Washington. Ao mesmo tempo, Lavrov elogiou a oferta de uma cúpula por Biden, que no mês passado havia concordado com um entrevistador que chamou Putin de assassino.

 

(*) Com informações Folhapress

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