Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Sérgio Baré e Marcelo Ramos criticam gestão de Wilson Lima e denunciam crise na saúde do Amazonas

O ex-deputado classificou que a crise na saúde se deve à corrupção, enquanto o vereador protocolou denúncias ao MPAM, incluindo tentativa de quarteirização ilegal.

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(Foto: Cleuton Silva/Dicom/Instagram @marceloramos.am/Alex Pazuello/Secom)

Manaus (AM) – O vereador da Câmara Municipal de Manaus (CMM) Sérgio Baré (PRD) e o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) criticaram a saúde no governo de Wilson Lima (União Brasil). Baré destacou que protocolou uma denúncia ao Ministério Público de Amazonas (MPAM) com cinco eixos de denúncia, incluindo tentativa de quarteirização ilegal e jornadas ilegais dos profissionais, enquanto Marcelo Ramos alegou que a crise na saúde não é por falta de recurso e sim de corrupção.

Na última segunda-feira (03/10), Sérgio Baré usou a tribuna da CMM para denunciar o que classificou como “quarteirização ilegal” na saúde pública do Amazonas. Segundo o vereador, organizações sociais contratadas pelo Governo do Estado estariam terceirizando a contratação de profissionais por meio de outras empresas, o que, segundo ele, compromete os direitos trabalhistas dos servidores.

“Essas empresas contratadas pelo Governo estão contratando outras empresas para recrutar os profissionais que atuam nas unidades hospitalares. Isso é quarteirização do serviço de saúde. Os penalizados serão os servidores e a população”, afirmou Baré.

O parlamentar protocolou uma denúncia junto ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), abordando cinco eixos de irregularidades, incluindo jornadas ilegais de trabalho, tentativa de quarteirização ilegal, risco de demissão em massa, violação de direitos e descumprimento contratual.

Baré também anunciou que irá apresentar representações contra as gestões dos hospitais João Lúcio, Joãozinho e Platão Araújo, que, segundo ele, estariam replicando o modelo adotado no Hospital Delphina Aziz.

“Não podemos permitir que empresas de fora tratem nossos profissionais de saúde sem dignidade. Manaus tem sindicatos, conselhos regionais e representatividade. Estamos atentos”, declarou.

O ex-deputado federal Marcelo Ramos também se manifestou sobre a crise na saúde do estado, atribuindo os problemas à má gestão e à corrupção.

“Essa crise não é por falta de recursos. O atual governador já teve quase R$ 30 bilhões de orçamento em sete anos e não construiu um hospital. A gestão é marcada por escândalos e desvio de recursos”, criticou Ramos.

Ele defendeu o fim da indicação política para cargos de direção nas unidades de saúde e propôs a criação de conselhos comunitários para garantir transparência nos gastos e contratações.

“É preciso acabar com a esculhambação de deputados indicando diretores e gestores financeiros. A saúde precisa ser gerida por técnicos qualificados”, reforçou.

Marcelo Ramos também cobrou a criação da carreira médica de Estado, já prevista na Constituição do Amazonas, mas nunca implementada.

“A carreira médica é essencial para garantir a descentralização da média e alta complexidade, especialmente nas cidades-polo do interior. Falta coragem política para tirar isso do papel”, concluiu.

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