(Foto: Reprodução /Google Street View)
Manaus (AM) – A sessão desta terça-feira (24) na Câmara Municipal de Iranduba, terminou em tumulto após a votação de um projeto de lei relacionado à política de resíduos sólidos do município. O plenário, que deveria ser palco de debate legislativo, se transformou em cenário de tensão, com registros de empurrões, gritos e confronto físico entre manifestantes e grupos políticos.
Projeto gerou divisão
O foco da controvérsia foi um projeto de lei apresentado em regime de urgência, ligado à base do prefeito Augusto Ferraz. A proposta tinha como objetivo barrar medidas relacionadas à implantação de um aterro sanitário na cidade, tema sensível e de forte impacto ambiental e social.
A tramitação acelerada e o conteúdo do projeto provocaram críticas de diferentes setores. Vereadores da oposição e parte da sociedade civil questionaram a legalidade da proposta, apontando possível conflito com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, legislação federal que estabelece diretrizes para o manejo adequado de lixo no país.
Clima de tensão e confronto
Durante a sessão, o clima se deteriorou rapidamente. Manifestantes presentes reagiram à discussão com protestos, enquanto grupos políticos trocaram acusações. A situação escalou para agressões físicas, exigindo intervenção para evitar maiores danos.
Do lado de fora da Câmara, a Guarda Municipal foi acionada para conter os ânimos e dispersar a aglomeração. Não há confirmação oficial sobre feridos ou detenções até o momento.
Projeto rejeitado
Apesar da pressão da base governista, o projeto acabou rejeitado. A ausência de oito vereadores no plenário foi decisiva para o resultado, impedindo que a proposta alcançasse votos suficientes para aprovação.
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