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16 de maio de 2021
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Severiano Porto entra para a história do Amazonas como ‘o arquiteto da floresta’

Aos 90 anos, faleceu na manhã desta quinta-feira (10), o arquiteto e urbanista Severiano Mário Porto em decorrência de complicações da covid-19

Severiano Porto entra para a história do Amazonas como ‘o arquiteto da floresta’
Foto Divulgação
Faleceu na manhã desta quinta-feira (10), aos 90 anos de idade, o arquiteto e urbanista Severiano Mário Porto em decorrência de complicações da Covid-19. Conhecido como o arquiteto da Amazônia, Severiano deixa um legado gigantesco e obras memoráveis para a arquitetura amazonense.

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Formado pela Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, em 1954, o arquiteto foi conhecido mundialmente com o “arquiteto da floresta”, ou “arquiteto da Amazônia”. Mario Porto foi responsável por conceber um modelo único de arquitetura amazônica e sustentável, que une técnicas desenvolvidas por ribeirinhos e caboclos com as mais modernas e inovadoras criações da arquitetura.
Muitos dos projetos desenvolvidos na região são premiados pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, como o Restaurante Chapéu de Palha, 1967 (demolido), a Residência do Arquiteto e a Pousada da Ilha de Silves. Em 1965 Severiano foi coautor de projeções do estádio Vivaldo Lima, entre 1971 e 1973 o arquiteto também foi responsável por elaborar a estrutura da sede da Suframa e o Campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Em 1994 outras sedes foram arquitetadas por Mário Porto, entre elas estão: a Sede da Aldeia Infantil SOS, Sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e a Sede do Fórum de Justiça Henoch Reis.
O conjunto de suas obras é premiado na Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires. Em 1985 ele alcança renome internacional, que é confirmado em 1987, quando é homenageado como o homem do ano pela revista francesa L’Architecture d’Aujourd’hui.
Em Manaus, Severiano também exerceu a função de professor de arquitetura e urbanismo na Faculdade de Tecnologia da Universidade do Amazonas, nos de 1972 a 1998. Depois de 36 anos vivendo em Manaus, o arquiteto retorna ao Rio de Janeiro, e transfere o escritório para Niterói, onde passa a morar.
Mais tarde em 2003, Severiano recebe o título ‘professor honoris’ causa Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.
*Com informações da assessoria

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