(Foto: Divulgacão)
Manaus (AM) – O deputado federal Silas Câmara (Republicanos), um dos principais aliados do senador Omar Aziz (PSD) no Amazonas, já deu sinais claros de que entrou em pré-campanha para tentar a reeleição em 2026.
Nesta quinta-feira (7), ele reuniu 18 prefeitos do interior do estado em um almoço na churrascaria Gaúchos, em Manaus, conforme registros publicados em suas redes sociais.
Oficialmente, o encontro foi descrito como um momento de “diálogo, alinhamento e união” para discutir parcerias e desafios dos municípios. Mas, no cardápio político, estavam as eleições de 2026 e a costura de alianças no interior.
Segundo a própria publicação de Silas, participaram os prefeitos João Campelo (Itamarati), profª Áurea (Eirunepé), Marina Pandolfo (Nhamundá), Mara Alves (Careiro Castanho), profª Araci e o esposo Evandro Leite (Nova Olinda do Norte), Raiz (Novo Aripuanã), pr. Edir (Maraã), Zé Roberto (Canutama), Robson Adriel (Iranduba), Toco Santana (Borba), Tiago Lima (Itapiranga), Leoncio Tundis e a esposa Adna Albuquerque (Urucurituba), Paulino e esposa (Silves), Macelly Veras e esposo (Maués), Régis Nazaré (Anori), Ilque Cunha (Juruá), Nicson Marreira e a esposa Gracy Kelly (Tefé) e Gamaliel (Tapauá). O vereador Selmo (Itamarati) também esteve presente.
Mandatos e polêmicas
Silas Câmara ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados desde 1999 e está em seu sétimo mandato consecutivo.
Foi eleito em 2022 com 6,28% dos votos válidos e já concorreu a outros cargos, como a Prefeitura de Manaus, em 2016, quando não obteve êxito.
A trajetória política, porém, é marcada por episódios polêmicos.
Nos anos 2000 e 2001, Silas admitiu ter cometido peculato no esquema conhecido como “rachadinha”, fechando acordo com a Procuradoria-Geral da República para devolver R$ 242 mil aos cofres públicos.
Em 2013, destinou cerca de R$ 1,7 milhão da cota parlamentar para empresas ligadas a ex-assessores, levantando suspeitas sobre favorecimento.
Em 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) cassou seu mandato por abuso de poder econômico e captação ilícita de recursos, devido ao uso irregular de aeronaves na campanha de 2022. Ele recorre da decisão e segue no cargo.
Além disso, Silas é proprietário, junto com a família, da Rede Boas Novas de Televisão, ligada à Assembleia de Deus, e já enfrentou desgaste político ao votar a favor da reforma tributária em um texto que prejudicava a Zona Franca de Manaus, justificando a decisão como benefício a templos religiosos.
Em 2023, sua vida pessoal também virou pauta política quando sua esposa, a deputada Antônia Lucélia, fez acusações públicas de traição, alcoolismo e a existência de um “Gabinete do Ódio” instalado em casa.
Alianças
O encontro desta quinta-feira reforça a estratégia de Silas de manter influência entre prefeitos e lideranças municipais, especialmente em regiões estratégicas do Amazonas.
Aliado de primeira hora de Omar Aziz, ele aposta na força política no interior para tentar superar o peso dos escândalos e se manter em Brasília por mais quatro anos.
LEIA MAIS
Silas Câmara lidera ataque ao modelo democrático da internet brasileira
Deputados do AM gastam quase R$ 1 milhão do ‘Cotão’, com Silas Câmara na liderança







