Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

SUS não oferta exame à criança com leucemia no Amazonas

Mãe recorre a rifa e vaquinha para custear exame PET Scan, enquanto Hemoam enfrenta denúncias de superlotação.

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(Foto: Divulgação/ Secom e Arquivo pessoal Bianca Siva)

Manaus (AM) – A luta contra o câncer infantil ganhou mais um capítulo de apelo e esperança no Amazonas. A mãe do pequeno Breno Matheus, diagnosticado com leucemia, pede ajuda da população para custear um exame essencial para a continuidade do tratamento do filho.

O exame de PET Scan da medula óssea custa cerca de R$ 1.500, valor que a família não tem condições de arcar sozinha. O procedimento é uma importante ferramenta de diagnóstico por imagem, utilizada na avaliação de doenças que afetam a medula óssea.

Para conseguir o valor, a mãe, Bianca Silva, organizou uma vaquinha solidária e uma rifa. O exame precisa ser realizado com urgência, já que Breno inicia uma nova etapa do tratamento nesta segunda-feira.

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O PET Scan (ou PET/CT) é um exame de imagem de alta complexidade, utilizado para avaliar doenças que atingem a medula óssea, como a leucemia, linfomas e outros cânceres. Ele é fundamental para verificar se a quimioterapia surtiu efeito, se a doença foi eliminada ou se ainda há presença de células cancerígenas no organismo.

“É um exame final para saber se a quimioterapia matou a doença”

Em entrevista ao Portal AM1, Bianca Silva relatou a longa caminhada desde o diagnóstico do filho.

“Ele foi diagnosticado no dia 20 de março de 2024, um ano atrás. O SUS me ajuda, sim, com algumas quimioterapias no Hemoam”, contou.

Segundo a mãe, o exame solicitado agora é decisivo para definir os próximos passos do tratamento.

“Ele tem que fazer esse exame da medula óssea para ver como a quimioterapia reagiu durante esse tempo. É um exame final, para saber se a quimioterapia matou a doença ou se a doença retornou para a medula dele. Por isso é tão importante fazer esse exame, que é o chamado DRM”, explicou.

Bianca ainda destacou que, apesar do apoio do SUS no tratamento, o exame não é disponibilizado pela rede pública.

“Infelizmente, esse exame não tem no SUS. A gente faz numa clínica particular. É um exame bem profundo da medula óssea, tipo uma biópsia”, disse.

Dificuldades no Hemoam e denúncias de falta de estrutura

Além da batalha contra a doença, muitas famílias enfrentam dificuldades na estrutura de atendimento. Segundo informações repassadas por pacientes e acompanhantes, o Hemoam vive sérios problemas na ala de quimioterapia.

Há denúncias de falta de leitos, transferências constantes de crianças para outros hospitais e até óbitos que, segundo relatos, estariam ligados à falta de suporte adequado.

Outro ponto crítico é a ausência de leitos de UTI suficientes para atender os pacientes oncológicos e a situação da enfermaria, onde adultos e crianças estariam sendo atendidos no mesmo espaço.

A população aguarda com expectativa a inauguração do novo prédio do Hemoam, que promete melhorar a estrutura de atendimento.

“Muitas mães já perderam seus filhos por não conseguirem fazer esse exame”

Bianca relata que a dificuldade para realizar o PET Scan não é um problema isolado.

“Muitas mães já perderam suas crianças por não terem condições de realizar esse exame”, afirmou, emocionada.

O apelo da mãe reforça a importância do apoio da sociedade para salvar vidas que dependem não apenas do tratamento gratuito, mas também de exames que ainda não são totalmente cobertos pelo sistema público.

Como ajudar

A família de Breno Matheus segue mobilizando a comunidade por meio de doações e da rifa solidária para arrecadar os R$ 1.500 necessários para a realização do exame. Qualquer ajuda pode fazer a diferença na continuidade do tratamento e na chance de cura da criança.

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