(Foto: Tânia Rego /Agência Brasil Arquivo)
Manaus (AM) – Após a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitar a prisão domiciliar, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou, nesta quinta-feira (15), a transferência do ex-presidente da República para o Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.
A decisão, de maneira quase que instantânea, provocou reação de políticos da direita no Amazonas, que utilizaram suas redes sociais para se pronunciar sobre a decisão.
O deputado federal e também pré-candidato ao Senado pelo Partido Liberal, Capitão Alberto Neto, afirmou que estão tentando “matar” Bolsonaro.
Em outra publicação, o parlamentar declarou que estão lutando pela dignidade de um “senhor de 70 anos”, que possui comorbidades. Além disso, afirmou que ele está preso por um crime que “nunca cometeu”, apesar de Jair Bolsonaro ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão.
“A pergunta que fica é: por que não enviá-lo para casa? Lutamos pela dignidade de um senhor de 70 anos, com comorbidades. Tudo isso por um crime que ele nunca cometeu e que deveria mantê-lo em liberdade”, escreveu Alberto Neto.
Quem também se pronunciou sobre o assunto foi a deputada estadual Débora Menezes, que também criticou a decisão do STF de enviá-lo à Papudinha. “Presidente Bolsonaro que não cometeu crime, agora vai cumprir pena num presídio. Até quando vai essa injustiça?”, escreveu a deputada.
O vereador Capitão Carpê (PL) afirmou que o que estão fazendo é covardia. O parlamentar disse ainda que estão contrariando os pedidos humanitários feitos por Jair Bolsonaro e sua família.
Contrariando os pedidos humanitários de Jair Bolsonaro e de seus familiares, Moraes não apenas negou a prisão domiciliar como agravou a situação, determinando a transferência do ex-presidente de uma cela na Polícia Federal para um presídio conhecido como Papudinha.
“De fato, é inevitável imaginar que querem realmente o mal de Bolsonaro, pois isso irá fragilizar ainda mais sua condição psicológica e de saúde. A quem recorrer nesse momento? Lamentável!”, disse Carpê.
Uma solicitação da defesa de Jair Bolsonaro de “prisão domiciliar humanitária” foi o que levou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a determinar a transferência do ex-presidente da República para o Complexo Penitenciário da Papuda.
Após ser condenado a mais de 27 anos de prisão, Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal, de onde foi transferido nesta quinta-feira (15) para a Papudinha, como é conhecida a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O despacho de Moraes que determinou a transferência traz declarações dos filhos de Bolsonaro, que afirmaram que o local onde o ex-presidente estava custodiado na Polícia Federal não apresentava condições “mínimas de dignidade”.
Na decisão, o ministro destacou que o ex-presidente estava custodiado em condições superiores às de outros presos condenados por participação na tentativa de golpe de Estado de 2023 e ressaltou que Bolsonaro será encaminhado para um ambiente com melhores condições estruturais.
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