Manaus, 7 de julho de 2026
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Mundo

Trump envia carta a Bolsonaro e relaciona inquérito a motivação política

Presidente dos EUA, Donald Trump, voltou nessa quinta-feira, 17, a insistir na tese política para aplicar uma taxa de 50% aos produtos do Brasil.

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(Foto oficial: Casa Branca/Molly Riley/Via Fotos Públicas)

Internacional – Apesar de a carta enviada pela diplomacia brasileira ao governo americano ter pedido o retorno de negociações “técnicas” sobre o tarifaço, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou nesta quintafeira, 17, a insistir na tese política para aplicar uma taxa de 50% aos produtos do Brasil. Segundo ele, a medida é uma “manifestação de desaprovação” em relação à ação penal do golpe de Estado, que tem como réus o expresidente Jair Bolsonaro e assessores próximos, incluindo militares.

“Tenho manifestado fortemente minha desaprovação tanto publicamente quanto por meio da nossa política tarifária”, escreveu o americano em uma carta publicada na Truth Media e endereçada a Bolsonaro. “É minha sincera esperança que o governo do Brasil mude seu rumo, pare de atacar oponentes políticos e coloque fim ao ridículo regime de censura”, disse o presidente americano.

Trump afirmou ainda que está “muito preocupado com os ataques à liberdade de expressão  tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos  provenientes do atual governo”, em nova crítica a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que atingem redes sociais que têm sede nos EUA.

O presidente americano disse não se surpreender que Bolsonaro “lidere nas pesquisas” de intenção de voto, e afirmou que o expresidente sofre “tratamento terrível pelas mãos de um sistema injusto que se voltou” contra ele.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem aponta que Bolsonaro  que está legalmente inelegível  perderia a eleição em segundo turno se disputasse com Lula, que teria 43% ante 37% do expresidente.

Imprensa americana

Reportagem publicada ontem pelo jornal The Washington Post mostra que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PLSP), filho do expresidente, “está trabalhando em estreita colaboração com a Casa Branca para impor sanções” ao ministro Alexandre de Moraes, que julga o caso da tentativa de golpe de Estado no Supremo.

Segundo o jornal americano, após o tarifaço, Eduardo pressiona Trump “a ir mais longe” e cita um vídeo gravado pelo deputado em frente à Casa Branca e publicado nas redes sociais, na quartafeira, em que ele disse que saía de uma “rodada de reuniões com autoridades americanas”. “As coisas estão acontecendo neste exato momento”, disse Eduardo, referindose às sanções contra Moraes. “Decisões estão sendo tomadas.”

Post relata que, “ao lado dele no vídeo, estava Paulo Figueiredo, um influenciador brasileiro de direita acusado de participar do suposto plano de golpe”. “Figueiredo disse que sanções a ‘aliados e apoiadores’ de Moraes também foram discutidas. As tarifas de Trump, disse ele, foram o início de uma jornada que pode ser sombria para o Brasil”, diz o jornal americano na reportagem.

(*) Com informações do Estadão Conteúdo

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