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16 de maio de 2021
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Turismo no Amazonas é um náufrago à espera de uma mão amiga

O setor, que é apontado como uma das grandes alternativas de fonte de renda ao Polo Industrial de Manaus, tem sido tratado com descaso e negligência

Turismo no Amazonas é um náufrago à espera de uma mão amiga
Foto: Reprodução

Por Romero Reis*

Faz tempo que o vai e vem do aeroporto e do roadway deixou de ser intenso. O porto flutuante ficou um período prolongado com o embarque e desembarque de passageiros suspensos. Já o aeroporto acumula quedas sucessivas no número de passageiros. A diminuição dos turistas que passaram pelo saguão do Eduardo Gomes chegou a quase 60%.

Os visitantes internacionais foram os primeiros a deixar de aterrissar aqui para conhecer o teatro Amazonas, a fauna e a flora. Os turistas nacionais ainda persistiram, mas os sucessivos fechamentos dos pontos turísticos, restrições de funcionamento dos shoppings e áreas comerciais afugentaram de vez os pagantes por diversão e lazer.

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O setor, que é apontado como uma das grandes alternativas de fonte de renda ao Polo Industrial de Manaus, tem sido tratado com descaso e negligência. Os hotéis operam com capacidade que não permite manter equipe mínima ou cobrir as contas básicas como água e energia; pontos turísticos são consumidos pelo mato e abandono; auxílio para empresas e profissionais da área pelos governos estadual e municipal não estão dentro das prioridades das gestões atuais, pelo contrário.

Nesta segunda-feira (12), a prefeitura informou que aconteceram 33 sepultamentos nos cemitérios públicos e privados, apenas três foram por Covid-19. Acredito que isso seja o reflexo da vacinação que avança e, se Deus assim o permitir, vai proteger a população contra esse terrível vírus. Mesmo com a queda no número de mortos, com os hospitais com leitos sobrando, com UTIs com vagas disponíveis, os profetas do apocalipse continuam pregando a terceira onda de contaminação em massa e tocando o terror, principalmente, contra o debilitado setor do turismo.

Pelas análises desses especialistas, que não se baseiam em relatórios ou dados fidedignos, o ideal seria fechar tudo, principalmente, lacrar o setor de turismo indistintamente e por tempo indefinido. Um grande chefe de cozinha catalão, dono de quatro restaurantes premiados fechou todos os estabelecimentos porque acumula dívidas impagáveis pelo período que não pode servir sua boa comida. Do jeito que está a situação, o mesmo não está longe de acontecer no Amazonas, sendo que a quebradeira aqui pode tomar um rumo difícil de reverter!

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