(Foto: Divulgação/IMMU e Aline Lira/Ufam)
Manaus (AM) – A Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) publicou nota informativa autorizando a realização de atividades acadêmicas e administrativas em formato remoto nesta quinta-feira (20), nas unidades da capital. A medida foi tomada em razão da greve dos rodoviários em Manaus e do consequente impacto na mobilidade urbana.
Segundo o documento, a decisão considera o impacto no deslocamento de estudantes, docentes, técnicos-administrativos e terceirizados vinculados à universidade. A Reitoria explica que a paralisação do transporte coletivo compromete diretamente a rotina de quem depende dos ônibus para chegar às unidades da instituição na capital.
A nota afirma que a autorização das atividades remotas visa assegurar a proteção e o bem-estar da comunidade universitária, atenuando os transtornos causados pela paralisação do sistema de transporte público. Com a medida, estudantes, professores e servidores não precisam se deslocar fisicamente até os campi nesta quinta-feira, podendo cumprir suas atividades de casa.
A Ufam informa ainda que a situação continuará sendo acompanhada e reavaliada ao longo desta quinta-feira, dia 20. Segundo o documento, eventuais atualizações sobre o cenário serão divulgadas nos canais oficiais da universidade, o que indica que a Reitoria pode rever a orientação conforme a evolução da paralisação ao longo do dia.
O comunicado foi assinado pela Reitoria da Universidade Federal do Amazonas e divulgado em Manaus nesta quinta-feira (20), valendo especificamente para as unidades localizadas na capital.
A decisão da Ufam ocorre em meio à ameaça de paralisação das frotas de ônibus do transporte coletivo em Manaus. As frotas podem paralisar 70% das operações a partir desta quinta-feira, caso o pagamento aos rodoviários não seja realizado. A informação foi divulgada pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários, Gilvancir Oliveira, durante coletiva de imprensa realizada na sede da entidade sobre a possibilidade de greve.
Conforme o presidente do sindicato, a paralisação teria início às 11h desta quinta-feira. Segundo Gilvancir, os ônibus devem circular normalmente durante a manhã, mas as atividades seriam interrompidas a partir desse horário, caso os valores devidos não fossem repassados até lá.
De acordo com o sindicato, os empresários do setor de transporte coletivo alegaram não possuir recursos para efetuar o pagamento da quinzena dos trabalhadores. Diante do impasse, a categoria afirmou que “deve cruzar os braços a partir da data limite caso os valores não sejam repassados”.
A paralisação, segundo Oliveira, não teria prazo definido para terminar, já que os trabalhadores só retornariam às funções depois que o dinheiro estivesse disponível nas contas. É justamente esse cenário de incerteza sobre o transporte público que motivou a Ufam a antecipar a autorização das atividades remotas, buscando evitar que a comunidade acadêmica fosse pega de surpresa por uma eventual paralisação repentina do sistema de ônibus na cidade.
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