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Ufam foi a 10ª federal com o maior orçamento executado em 2016

• Publicado em 23 de maio de 2017 – 18:24
A lista de gastos diretos, disponível no portal da Transparência, do Governo Federal, mostra que foram repassados R$ 607,5 milhões à instituição de nível superior, 2,6% a mais que no ano anterior. (Foto: Divulgação/ Ufam)

Da Redação

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foi a 10ª no ranking das vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), com o maior orçamento executado, em 2016. A lista de gastos diretos, disponível no portal da Transparência, do Governo Federal, mostra que foram repassados R$ 607,5 milhões à instituição de nível superior, 2,6% a mais que no ano anterior, quando a universidade recebeu R$ 15,8 milhões a menos.

Deste total, 0,3% foi destinado ao programa de auxílio financeiro a pesquisadores, o equivalente a R$ 2,02 milhões. No balancete disponível no portal da transparência, do Governo Federal, não consta nenhuma outra despesa ou investimento relacionado à área científica. O descritivo aponta que as concessões a pesquisadores abrangeram 449 pessoas e os valores disponibilizados variaram de R$ 400 a R$ 158,8 mil. A reitora da Ufam, Márcia Perales, admite que é pouco, mas diz que alguns gastos precisaram ser cortados e alguns programas, suspensos, para o equilíbrio econômico.

Aumento no orçamento

Mesmo com a crise econômica que se instalou no País nos últimos dois anos, e que obrigou o Governo Federal a realizar cortes em áreas fundamentais, a instituição registrou aumento gradativo nas aplicações diretas de recurso, conforme o Transparência.

Quando a atual gestora, professora Márcia Perales, assumiu a direção da instituição, em julho de 2009, os pagamentos totalizaram R$ 328,8 milhões, o que significa dizer que, em 2016, quando entrou nos últimos 12 meses do seu segundo mandato, ela dispôs de um valor 85% maior que o inicial. Nos últimos oito anos, Perales administrou R$ 3,6 bilhões destinados pelo MEC à universidade.

Em 2017, com um orçamento de mais de R$ 600 milhões, foram consumidos, até agora, R$ 148,6 milhões na manutenção da universidade. Desse volume, R$ 19 mil foram destinados a auxílios financeiros a pesquisadores.

Gestão

A reitora da Ufam, Márcia Perales, explicou que, em 2014, a instituição elaborou um programa intensivo de otimização de custos em função do contingenciamento de recursos, que poderia comprometer alguns serviços essenciais na universidade. “Tivemos que suspender vários programas, mas mantivemos os serviços que atingiram majoritariamente a comunidade acadêmica, como as bolsas de estudantes, o funcionamento do restaurante universitário e a limpeza e vigilância do campus. Em 2015 e 2016, equilibramos as contas com suspensão de programas, sim. Precisamos cortar algumas coisas. Neste ano, nosso orçamento sofreu uma redução de, aproximadamente, 10%”.

Ela explica que, mesmo com o orçamento robusto, “se você olhar para os números totais, você não identifica a gravidade da situação. Mas, quando os números são desmembrados, a rubrica de pessoal não corresponde 90% do orçamento e, diferente do que ocorreu em anos anteriores, quando o orçamento aumentou de 12% a 13%, neste ano, a situação se inverteu”. Segundo o Transparência, ano passado, R$ 266,3 milhões foram direcionados ao pagamento de pessoal e R$ 95,11 milhões a aposentados.

Na área científica, apesar da aplicação de recursos ter ocorrido de forma tímida, ela observou que a Ufam recebeu o apoio de outras instituições, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

“Mas continuamos fazendo, todos os meses, gestão junto ao MEC, para a liberação da parte financeira, para podermos honrar as nossas contas”. Perales explica que a Ufam é uma das seis universidades federais do País a não ter dívidas, o que ocorreu em função do equilíbrio econômico. “A suspensão de alguns programas se deu para que pudéssemos fechar alguns passivos. Estamos trabalhando para que, em julho, a mudança de gestor aconteça nos conformes, com toda a documentação necessária para que ele (Sylvio Puga) possa fazer seu próprio planejamento, mesmo no meio do exercício”, destacou.

Fomento

A responsável pela pró-reitoria de planejamento, Marionar de Sales Lima, explicou que a maior parte dos recursos destinados à pesquisa, origina-se de agências de fomento (Fapeam, CNPq, Finep e Capes), e os valores são creditados diretamente na conta dos pesquisadores. “O recurso do orçamento da Ufam que é aplicado em pesquisa destina-se ao complemento de Bolsas de Iniciação Científica (R$138.030,20), Programas de Incentivo a Pesquisa, tais como o Programa Caxiri e o Programa Nhengatu, cujo valor investido em 2016 foi de R$ 151.287,38; Programa Vamos Publicar!, destinado a incentivar a publicação de livros e artigos, cujo valor investido foi de 180.290,38”, destacou.

Além disso, existem os recursos próprios, oriundos de parcerias com empresa, tais como a Natura (R$ 159.198,50) e os recursos oriundos do Programa de Apoio a Professores Jovens Doutores que em 2016 foi de R$ 1,5 milhão, assegurou Mariomar.

Ano passado, as aplicações de recursos chegaram à marca de R$607,5 milhões, dos quais R$ 266,3 milhões foram direcionados ao pagamento de pessoal, e R$ 95,11 milhões a aposentados.

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