Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Um ano depois do acidente, Prefeitura assume reconstrução de passarela na Torquato Tapajós

Município aguardava decisão judicial, mas decidiu arcar com os custos diante da urgência no trânsito.

Acidente envolvendo carreta e passarela em Manaus (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Manaus (AM) – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou que a reconstrução da passarela Santos Dumont, localizada na avenida Torquato Tapajós, será realizada com recursos próprios da Prefeitura.

A declaração foi dada com exclusividade ao portal Fatos Marcantes nesta terça-feira (8). Segundo David Almeida, o município aguardava uma decisão judicial, mas, diante da necessidade de melhorar o tráfego em uma das principais vias da capital, a Prefeitura decidiu usar recursos próprios para recolocar a passarela o mais rápido possível.

“Nós estávamos aguardando a decisão judicial. Porém, como nós temos pressa, e ali é uma das vias mais importantes da cidade de Manaus, nós vamos usar os recursos próprios. Estão chegando aí os recursos do empréstimo, e nós já iniciamos o projeto para que, o mais rápido possível, possamos colocar aquela passarela ali, dando mais fluidez ao trânsito na Torquato Tapajós”, disse David Almeida.

A responsabilidade pela reconstrução continua sendo discutida judicialmente, em ação movida pela Prefeitura contra a empresa envolvida no acidente e sua seguradora. Quase um ano após o ocorrido, não houve ressarcimento nem decisão definitiva por parte da Justiça. Diante da inércia, o Executivo municipal resolveu tomar a iniciativa.

Conforme o projeto da Prefeitura, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) executará a obra com orçamento próprio, sem necessidade de novos financiamentos. A nova passarela terá 5,5 metros de altura e será construída no mesmo local da anterior, em frente ao conjunto Santos Dumont, na zona oeste da cidade.

O anúncio acontece quase um ano após a queda da estrutura, em 6 de julho de 2024. Na ocasião, uma carreta que transportava três máquinas pesadas, um trator, uma retroescavadeira e um rolo compactador, colidiu com a passarela em frente ao conjunto Hileia, na zona Centro-Oeste.

No dia do acidente, duas pessoas ficaram feridas: um homem que estava próximo à estrutura e um motociclista que passava pelo local no momento da colisão.

Na época, o diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Paulo Henrique Martins, estimou que a obra de reconstrução levaria cerca de seis meses. Mais de um ano depois, com a ausência de uma resposta da empresa responsável, a Prefeitura decidiu arcar com os custos da reconstrução.

 

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