Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Vereadora Jacqueline homenageia condenado por tentativa de feminicídio em Manaus

Família da vítima repudia homenagem e denuncia influência política no caso; Mãe de jovem atacada chama ato de “afronta às mulheres” em carta aberta.

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(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – A decisão da vereadora Professora Jacqueline (União Brasil) de homenagear o advogado Marcelo Gonçalves de Oliveira durante sessão na Câmara Municipal de Manaus (CMM) provocou indignação e revolta da família de uma vítima de violência. Marcelo foi condenado a 10 anos e 11 meses de prisão em regime fechado por tentativa de feminicídio contra a ex-namorada, em crime ocorrido em 2021.

A homenagem fez parte de uma lista enviada pela OAB-AM em alusão ao Dia do Advogado, celebrado em 3 de setembro. O caso ganhou repercussão porque, embora tenha sido condenado em novembro de 2024, Marcelo nunca cumpriu pena e continua em liberdade, sem tornozeleira eletrônica.

A mãe da vítima classificou a homenagem como uma “afronta às mulheres” em carta aberta divulgada após a sessão. No documento, ela questiona: “Como pode um réu condenado por tentativa de feminicídio ser considerado exemplar?” e aponta a falta de andamento no processo, levantando suspeitas de influência política, já que a mãe do advogado é juíza.

Resumo do caso Marcelo Oliveira Gonçalves

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(Foto: Divulgação)

O advogado Marcelo Oliveira Gonçalves foi condenado a 10 anos e 11 meses de prisão, em regime fechado, por tentativa de feminicídio contra a ex-namorada, Teresa Victória. O crime ocorreu em 2021, no conjunto Tiradentes, Zona Leste de Manaus.

O julgamento foi realizado na 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, entre os dias 18 e 19 de abril de 2024, e terminou com a condenação por decisão do júri popular.

Durante a sessão, a vítima relatou por videoconferência que foi sequestrada, ameaçada e estrangulada pelo ex-namorado, que chegou a acreditar que ela estava morta. Teresa sobreviveu após receber socorro de uma vizinha enfermeira. O réu também prestou depoimento por videoconferência e negou as acusações.

Além da pena de prisão, Marcelo foi condenado a pagar indenização de 20 salários mínimos à vítima, valor que deve cobrir parte dos danos materiais e morais, como a necessidade de mudar de residência e a interrupção dos estudos.

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