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Vídeo: balsas de garimpo ilegal são instaladas no Rio Madeira, a apenas 120km de Manaus

Em busca de ouro no fundo do rio, garimpeiros montaram centenas de balsas no Rio Madeira, na região dos municípios de Autazes e Nova Olinda do Norte
Da Redação – Portal AM1*
• Publicado em 24 de novembro de 2021 – 11:24
Comerciantes reclamam da saída dos garimpeiros em Autazes: ‘economia quebrou’
Foto: Reprodução

Manaus, AM – Com o garimpo ilegal tomando conta das terras indígenas, agora, os garimpeiros resolveram se instalar nas águas do Rio Madeira, no Amazonas, em busca de ouro. Centenas de balsas foram instaladas, de forma ilegal, em uma região do rio localizada a aproximadamente 120 quilômetros de Manaus, nessa terça-feira (23). Os órgãos responsáveis afirmam que já estão cientes da situação e vão tomar as providências necessárias.

As balsas enfileiradas foram vistas na região dos municípios de Autazes e Nova Olinda do Norte, e buscam ouro do fundo do rio, através de longas mangueiras. As máquinas são acionadas por geradores, que sugam a terra e tudo o que encontram no leito do rio.

Todo o material coletado é levado para a balsa e passa por uma esteira, onde as substâncias não aproveitadas são devolvidas para a água. Durante esse processo, o ouro fica retido na esteira; garimpeiros afirmam que estão fazendo 1 grama de ouro por hora.

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Mas não é de hoje que acontece a invasão do garimpo ilegal. A região sempre foi alvo dos garimpeiros, então, é comum que as comunidades que ficam próximo ao rio convivam com dragas e outros equipamentos que os “caçadores de ouro” usam.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o órgão está ciente do caso e se reuniu com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para alinhar as informações, a fim de que assim, sejam tomadas as devidas providências e “coordenar uma fiscalização de garimpo na região”.

Já o Ipaam afirmou que “tomou conhecimento das denúncias sobre a movimentação de dragas (balsas) de garimpo na região entre os municípios de Autazes e Nova Olinda do Norte, e que será feito um diagnóstico apurando a real situação no local”.

O órgão estadual ainda destacou que as atividades de garimpo na região não estão licenciadas e que, em casos como esses, pode haver uma série de ilegalidades: mão de obra escrava, tráfico, contrabando e problemas com a Capitania dos Portos, além de ordem econômica, social e fiscal.

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“Vale ressaltar que há competência de órgãos federais na referida situação, considerando a Lei Federal Complementar 140/201, que trata sobre as ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas”, afirmou o órgão em nota.

O Instituto ainda destacou que um plano está em andamento para “realizar as devidas ações no âmbito de sua competência, integrado aos demais órgãos estaduais e federais”.

O Portal Amazonas 1 também entrou em contato com a Prefeitura de Autazes para solicitar informações sobre o problema e quais medidas estão sendo tomadas para proteger a região e os moradores; porém, não obteve resposta.

Confira a nota do Ipaam:

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) esclarece que, ao identificar a presença das balsas mineradoras, comunicou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para alinhamento de providências.

O diretor-presidente do Ipaam, Juliano Valente, esclarece que as balsas estão ancoradas no rio Madeira, área de competência dos órgãos federais. A regulamentação da exploração mineral na área, conforme o gestor, é de competência da Agência Nacional de Mineração. O licenciamento é de responsabilidade do Ibama, e a atuação, em caso de crimes de exploração ilegal de minério, é competência da Polícia Federal. Ainda sobre a trafegabilidade e de poluição hídrica, o acompanhamento é feito pela Marinha.

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Embora a competência de atuação na área seja federal, Juliano Valente informou que o Governo do Estado está à disposição para atuar em parceria com os demais órgãos e que, na manhã desta quarta-feira (24/11), fez uma reunião de alinhamento com representantes do Ibama, Marinha e Polícia Federal. 

“O Governo do Estado se coloca à disposição dessas forças no sentido colaborativo. Então, em todas as ações que advirão desses órgãos, o Governo do Estado está no apoio. Nós apoiaremos as ações administrativas do Ibama. E as forças de segurança do Estado estão à disposição dos órgãos federais para tomarem as ações devidas”, frisou Juliano Valente.

Veja:

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