Manaus, 13 de junho de 2024
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Manaus, 13 de junho de 2024

Cenário

Wilker diz que Amom foi infeliz ao votar contra projeto que pune invasores de terras

Amom Mandel foi o único deputado federal do Amazonas a votar contra o projeto. Atitude de Amom foi criticada por seu opositor Wilker Barreto, advertindo que as cidades não podem virar terra sem lei para invasores.

Wilker diz que Amom foi infeliz ao votar contra projeto que pune invasores de terras

(Fotos: Divulgação/Depositphotos/Redes Sociais)

Manaus (AM) – O pré-candidato a prefeito de Manaus, Amom Mandel (Cidadania), foi o único parlamentar amazonense a votar contra o Projeto de Lei 709/2023. Para seu opositor Wilker Barreto (Mobiliza33) na disputa pela Prefeitura de Manaus, Amom foi infeliz na votação.

O projeto estabelece punições para invasores de propriedades rurais e imóveis urbanos. A votação ocorreu na última terça-feira (21), na Câmara dos Deputados, em Brasília.

A decisão do deputado federal reacende debates sobre seu posicionamento político. Embora se declare um parlamentar de centro e independente, sem alinhamento com o bolsonarismo ou o PT, seu voto o posiciona novamente à esquerda do cenário político.

Amom já foi alvo de críticas por sua postura de centro, sendo frequentemente acusado de “ficar em cima do muro” por eleitores que interpretam sua independência como uma evasão de discussões cruciais sobre o governo atual.

A direita, em particular, criticou duramente o deputado por não assinar o pedido de impeachment do presidente Lula (PT), após declarações polêmicas sobre o Holocausto e a guerra em Gaza.

Oposição crítica Amom

O Portal AM1 conversou com o pré-candidato à Prefeitura de Manaus e deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) a respeito do voto de Amom. Para o parlamentar, cada um vota com consciência, porém, segundo ele, as cidades não podem virar uma terra sem lei.

“Todo parlamentar vota com sua consciência. Se eu pudesse votar nesse PL, votaria pelas punições. O pilar de uma democracia é o direito à propriedade. Você não pode permitir que vire uma situação de uma terra sem lei, achando que isso vai solucionar a questão das moradias. O parlamentar [Amom] se equivocou, pois uma cidade não cresce na ótica de uma política de invasão. Temos que ter um planejamento estrutural em uma cidade e um crescimento em uma política de habitação, e ele foi completamente infeliz nessa votação”, opinou Wilker em entrevista ao Portal AM1.

Procurado pela reportagem para comentar a opinião do deputado Wilker Barreto, Amom Mandel ainda não se pronunciou. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.

De autoria do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), o PL 709/2023 recebeu 336 votos a favor e 120 contrários. Agora, o texto segue para análise no Senado e, se aprovado, será enviado para a sanção do presidente Lula (PT).

Entenda o projeto

A proposta visa punir invasores de terras com a exclusão de auxílios e benefícios de programas do governo federal, como o Bolsa Família, além de proibi-los de tomar posse em cargos ou funções públicas.

A pauta surgiu após um aumento de invasões durante o “Abril Vermelho”, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no mês passado, sendo uma resposta da bancada ruralista para conter as ações do MST.

Repercussão e implicações

Com a proximidade das eleições municipais, as decisões e posicionamentos de Amom Mandel serão observados de perto, influenciando sua campanha à Prefeitura de Manaus e a percepção pública de sua liderança política.

Outros deputados federais da Bancada do Amazonas votaram a favor do PL como: Adail Filho (Republicanos), Capitão Alberto Neto (PL), Pauderney Avelino (União Brasil), Sidney Leite (PSD) e Silas Câmara (Republicanos).

 

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