(Foto: Alex Pazuello/ Secom)
Manaus (AM) – A menos de um ano das eleições de 2026, o governador Wilson Lima (União Brasil) — que deve disputar uma vaga no Senado — intensificou a movimentação política dentro do próprio governo, abrindo espaço para aliados históricos em cargos estratégicos da administração estadual. Entre os beneficiados estão o ex-vereador Massami Miki e a ex-secretária de Esportes, Janaína Chagas, ambos nomeados para funções comissionadas de alto escalão, conforme os decretos publicados no Diário Oficial do Estado.
Massami Miki tem trajetória marcada por mandatos na Câmara Municipal de Manaus e histórico de articulação junto ao grupo político de Wilson Lima desde 2018 — foi nomeado Secretário Executivo Adjunto da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), pasta comandada pela deputada estadual Joana Darc, uma das principais aliadas do governador. A nomeação reforça o alinhamento político entre Miki e Joana, que vem sendo apontada como peça importante na estrutura eleitoral de Wilson Lima.
Já Janaína Chagas, ex-secretária de Estado do Desporto e Lazer e figura próxima do núcleo político do governador, foi nomeada para o cargo de Assessor I da Secretaria Geral da Vice-Governadoria, ligada, na teoria, ao vice-governador Tadeu de Souza. Sua passagem pela antiga FAAR foi marcada por polêmicas sobre contratações e patrocínios milionários durante eventos esportivos financiados pelo governo. O retorno ao quadro administrativo — agora em um posto ligado diretamente ao gabinete da vice-governadoria — é visto nos bastidores como gesto claro de recomposição política, de reforço da base de confiança de Wilson Lima dentro do Executivo e uma forma de colocar uma aliada próximo ao vice-governador.
As nomeações ocorrem na surdina, sem anúncio público como Wilson Lima costuma fazer quando abriga aliados no Governo, em meio a um cenário de contenção de despesas e críticas à falta de transparência nos critérios de ocupação de cargos públicos. Os movimentos de Wilson Lima revelam uma estratégia para consolidar apoios antes da disputa pelo Senado, utilizando o próprio governo como espaço de acomodação de aliados e de manutenção de lealdades políticas.
Na prática, o governador repete um padrão comum em anos pré-eleitorais: o fortalecimento de vínculos por meio de cargos e nomeações estratégicas, numa tentativa de garantir palanques e sustentação política para o pleito de 2026 — o que levanta questionamentos sobre o uso da máquina pública em benefício eleitoral.
Confira a nomeação:
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