Somente 4.380 assinaturas foram validadas pelo TSE, destas, apenas 503 são do Amazonas (Foto: Márcio Silva)
Nos últimos dois meses, os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro intensificaram as ações para a coleta de assinaturas no Amazonas para o Aliança Pelo Brasil, mas apesar dos esforços, as lideranças do movimento já dão sinais de que o novo partido não vai participar das eleições de 2020.
Segundo o deputado estadual Péricles (PSL), um dos apoiadores do Aliança no Amazonas, o movimento está ciente das dificuldades e do prazo para coletar as assinaturas.
No entanto, o deputado que esteve à frente da última grande mobilização da nova sigla, minimiza dizendo que a participação do partido no pleito de 2020 não é o foco.
“Assim como o nosso próprio presidente Bolsonaro tem afirmado desde o início, nosso foco e nossas ações não estão voltadas para a campanha deste ano e sim para a criação e consolidação do partido, da continuidade da defesa por nossos ideais independentemente de data eleitoral”, disse.
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Para que o partido seja criado, são necessárias 500 mil assinaturas, mas a menos de 40 dias do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para que os partidos políticos obtenham registro para disputar as eleições municipais deste ano, somente 4.380 assinaturas foram validadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destas, apenas 503 são do Amazonas.

Deputado Péricles esteve à frente do último grande evento do Aliança Pelo Brasil no Amazonas (Foto: Márcio Silva)
No entanto, o TSE, informou que o Aliança apresentou um total de 66.252 assinaturas – além das 4.380 validadas, outras 48.127 estão em prazo de impugnação, 2.593 na fase de análise dos cartórios e 12.198 já foram consideradas inaptas.
O discurso do deputado Péricles segue a mesma linha do vice-presidente do partido a ser criado, Luís Felipe Belmonte, que informou ao jornal O Estado de São Paulo, que já foram coletadas mais de 1 milhão de assinaturas, porém, elas não foram reconhecidas em cartórios eleitorais.
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“Eu acredito que o fato de o Aliança não entrar em processo eleitoral neste ano, ao contrário de enfraquecer o presidente Bolsonaro, o fortalecerá, o ajudará, inclusive, a filtrar quem de fato está no Aliança pelo propósito inicial e não por interesse partidário”, acrescentou Péricles.
(*) Com informações do jornal O Estado de São Paulo.





