Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Câmara recebe Projeto de Lei que proíbe covas coletivas

Para o parlamentar, os rituais de despedida oficializam a realidade da perda e auxiliam na vivência do luto de quem ficou.

O vereador Fransuá (PV) apresentou à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o Projeto de Lei (PL) 134/2020, que proíbe a realização de sepultamentos em covas coletivas nos cemitérios de Manaus. O projeto foi deliberado e encaminhado para análise na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

O vereador conta que recebeu informações de familiares de pessoas que testemunharam o sepultamento coletivo de seus familiares nos cemitérios administrados pela Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp). As regras para realização de velórios de vítimas do coronavírus, descritas em decreto assinado pelo Prefeito de Manaus, Arthur Neto, também causaram consternação, tristeza e revolta nos familiares.

Para o parlamentar, os rituais de despedida oficializam a realidade da perda e auxiliam na vivência do luto de quem ficou.

“O funeral precisa ser valorizado, pois é a última vez que se vê o corpo da pessoa querida e talvez a última oportunidade de expressar publicamente o respeito e o amor por aquela vida que se foi”, declara.

O vice-presidente do Diretório Municipal do Partido Verde em Manaus, explica que, no funeral, a dor é de todos e a presença de familiares e amigos deve ser prezada no momento de perda.

“A cerimônia e os seus símbolos assumem o papel das palavras que não saem, dos sentimentos que não se consegue traduzir, além de oferecer acolhimento, ajudam na construção de significados em relação à perda do familiar”, esclarece.

Diante do exposto, o vereador apresentou o PL, propondo que todas essas particularidades sejam levadas em consideração e as famílias não tenham sua dor acrescida, devido às ações do poder público. “Hoje, as famílias que perdem seus entes queridos, não têm mais essa despedida digna garantida, e além de serem impedidos de dar um enterro digno, ainda estão vendo as pessoas que amam sendo enterrada em covas coletivas”, finaliza.