Reprodução Facebook
A prefeitura do município de Presidente Figueiredo decidiu se pronunciar através de nota, sobre a operação “Ponto de Partida”, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (23), que investiga possíveis contratos superfaturados da prefeitura com empresa de transporte escolar.
Em nota, a prefeitura declara que espera tranquilamente a definição das investigações.
Leia mais em: PF mira família de Saullo Viana em operação que apura esquema de R$ 13 milhões
Após o posicionamento de um dos principais alvos da operação, o deputado estadual Saullo Vianna (PTB), o prefeito do município de Presidente Figueiredo, Roemiro Mendonça, decidiu se pronunciar sobre a ação da PF. A comunicação da prefeitura confirma que de setembro a novembro de 2019, a Controladoria Geral da União (CGU) esteve em fiscalização no prédio.
“Posteriormente a CGU esteve em contato direto com a Administração Municipal, solicitando informações e documentos da Controladoria Geral do município. O mesmo aconteceu com a Polícia Federal do Amazonas, onde todas as solicitações dos órgãos foram atendidas.” sustentam.
Em outro trecho, a nota assinada por Romeiro Mendonça finaliza “Esperamos com tranquilidade o fim das investigações, sempre à disposição dos órgãos de fiscalização.”

Entenda a operação
Segundo as investigações da Polícia Federal, duas empresas concorreram a uma licitação da Prefeitura de Presidente Figueiredo, no ano de 2017, para fornecimento de transporte escolar, mas uma delas “cobriu” a proposta da outra, com o intuito de dar aparência de legitimidade na concorrência. De acordo com o laudo técnico da perícia, diversos itens restringiam o caráter competitivo da licitação.
Ficou constatado ainda que a empresa vencedora subcontratou, de maneira integral, os serviços de transporte escolar. Na ocasião, ela recebeu o montante de R$ 12.989.072,99 e gerou um superfaturamento por sobrepreço no serviço de, aproximadamente, R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais).
A Polícia Federal identificou que o grupo investigado realizou saques e movimentações de elevadas quantias em espécie, à margem do Sistema Financeiro, a fim de encobrir os lucros obtidos com a prática criminosa. A PF investiga, também, a participação de um empresário que atuava na cadeia de comando, auxiliado por membros da família, sendo um dos beneficiários diretos dos desvios praticados pela empresa investigada.





