Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Após denunciar ministro Ricardo Salles no STF, chefe da PF no Amazonas é demitido

Superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, é retirado do cargo um dia após ter denunciado Ricardo Salles no STF por possíveis crimes ambientais

Após polêmica com Ricardo Salles, chefe da PF no Amazonas é retirado do cargo

Foto: Reprodução/TV Globo

Manaus, AM – Após criticar e denunciar ações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ao Supremo Tribunal Federal (STF), o superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Alexandre Saraiva, foi retirado do cargo, nesta quinta-feira (15).

Ontem, Alexandre Saraiva registrou uma notícia crime contra Salles, contra o senador Telmário Mota (Pros) e o presidente do Ibama, Eduardo Bim. Segundo o documento, os três teriam praticados crimes previstos no Artigo 69 da Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais), Art. 321 do Código Penal (Advocacia Administrativa) e Artigo 2o, § 1o da Lei 12.850/2013 (Organização Criminosa).

A  troca no comando da PF no Amazonas foi autorizada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Mairuino. Alexandre Saraiva deverá ser substituído pelo delegado Leandro Almada. Mairuino estaria realizando algumas trocas internas no órgão. Um comunicado oficial é esperado para as próximas horas.

Criticas

A denúncia de Alexandre Saraiva aponta que os possíveis crimes teriam ocorrido durante a Operação Handroanthus, que, capitaneada pela Superintendência Regional no Amazonas, foi responsável pela apreensão recorde de aproximadamente 200.000 m3 de madeira em toras extraídas ilegalmente por organizações criminosas que atuam na região.

Ricardo Salles vai a ofensiva contra garimpos para aliviar pressão por Amazônia

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

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No início do mês, inclusive, Alexandre Saraiva rebateu críticas de Ricardo Salles justamente sobre essa operação.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Saraiva disse que é a primeira vez que vê um ministro do Meio Ambiente se manifestar de maneira contrária a uma ação que visa proteger a floresta amazônica.

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As críticas de Salles ocorreram no final de março, quando ele esteve no Pará, realizando uma espécie de verificação da operação. O ministro apontou falhas na ação e tem dito que há elementos para achar que as empresas investigadas estão com a razão.