Foto: Divulgação / Aleam
MANAUS, AM – A instauração da CPI da Pandemia na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que estava quase definida e faltando apenas uma assinatura, causou um racha entre os aliados políticos e deputados Dermilson Chagas (Podemos), Delegado Péricles (PSL) e Wilker Barreto (Podemos).
Os parlamentares protagonizaram um momento de troca de acusações, transmitido pelas redes sociais e canais de comunicação da Casa, embora antes fossem aliados na Casa Legislativa. As acusações iniciaram no pequeno expediente e se prolongaram ao grande expediente e durou mais de 20 minutos.
A discussão começou assim que Péricles iniciou seu discurso na tribuna avisando que estava criando uma nova CPI que se chamará “Asfixia”, apontando que há pontos negativos na petição de Wilker e Chagas e que ele também é coautor da proposta.
Wilker Barreto aproveitou o grande expediente e considerou a nova CPI como uma farsa, alegando que ela investigará apenas a falta de oxigênio na segunda onda da pandemia da covid-19, sem investigar os contratos firmados pelo governo. “Eu estou aqui com a proposta que entrou agora, acho interessante que o coautor só enxergou agora, às 10h – quatro meses depois de ter assinado a CPI”, disse Wilker, apontando os motivos pelos quais a instauração da CPI deve prosseguir e investigar.
Já o deputado Dermilson esbravejou e disse que Péricles quer aparecer nas manchetes de jornais. “Ego, vaidade, isso está escrito nas estrelas. O cara apresenta, agora, quer aparecer nas manchetes de jornais, vai ter hoje, vai estar lá estampado: “Deputado Péricles assina CPI há quatro meses atrás e que a lógica disso estava errada”. Só teve a coragem de apresentar hoje, por quê?”, indagou Dermilson – que falou em seguida que Péricles tem que apresentar um bom relatório da CPI: “Faça um relatório que preste, após quatro meses, o senhor vem falar agora?”, questionou Dermilson.
Em sua defesa, Péricles disse que é independente e que não retirou sua assinatura da proposta anterior. “Calma, o senhor está muito nervoso, se acalme!”, disse Péricles a Dermilson, que respondeu que não tem que dar satisfações a ninguém.
Péricles prosseguiu: “Eu não sirvo o governador, nem o Amazonino (Podemos) e nem o Eduardo Braga (MDB), essa é a nossa diferença. O senhor tem grupo político e eu realmente sou independente. E a CPI que aí está apresentada por vossa excelência eu não retirei minha assinatura, não. Eu quero algo sério, não quero investigar nada genérico. Eu não entendo o porquê desse enxame”, disse Péricles a Dermilson.
“Eu tenho mais tempo de política de que vossa excelência e o senhor não vai retirar sua assinatura porque ninguém mais vai assinar a outra CPI”, retrucou Wilker para Péricles, que disse que Dermilson quer fazer palanque político com a autoria da CPI da Pandemia.
Wilker e Dermilson pediram que Péricles junte os textos e, assim, ele terá a assinatura dos dois parlamentares na nova “CPI da Asfixia”.
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