Foto: Agência Brasil
BRASÍLIA, DF – Após o ex-ministro Sergio Moro afirmar que o presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) comemorou a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da cadeia, o chefe da República negou e fez diversos comentários negativos contra o ex-aliado durante a sua live, na quinta-feira (2).
“A última notícia dele [Moro] é que ‘Bolsonaro comemorou quando Lula foi solto, diz Moro’. É um vídeo, e ele fala ‘ouvi dizer’. É um papel de palhaço, um cara sem caráter”, disse o presidente durante sua live semanal. “Agora ele vai me acusar disso, que comemorei. ‘Ouvia no Palácio do Planalto que ele comemorou porque era bom politicamente para ele’. Tá de brincadeira. Mentiroso deslavado!”, disparou.
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O presidente ainda afirmou que o ex-ministro deveria estar destacando os feitos na carreira, mas “fica só apontando o dedo para os outros e mentindo”. Bolsonaro continuou disparando ataques contra Moro e comentou que o ex-ministro está fazendo pré-campanha na base da mentira.
“Esse cara [Moro] está mentindo descaradamente. O cara quer ser candidato, é um direito dele, mas em vez de ele mostrar o que fez, fica só apontando o dedo para os outros e mentindo. (…) Não estou preocupado com ele, não. Se ele se candidatar, o povo vai saber se ele merece ou não o voto. Agora, ficar fazendo campanha na base da mentira… Aprendeu rápido, Sergio Moro. Aprendeu a velha política”, disse.
O ex-juiz Sérgio Moro afirmou nesta quinta-feira que o presidente Jair Bolsonaro comemorou ao saber que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi solto em 2019. Segundo Moro, que concedeu uma entrevista à Rádio Jovem Pan Paraná, Bolsonaro não tentou reverter a decisão.
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“O que a gente sabia é que o Planalto, o presidente comemorou quando o Lula foi solto em 2019 porque ele entendia que aquilo beneficiava ele literalmente. Então, ele não trabalhou para manter a execução em segunda instância”, disse.
Lula saiu da prisão depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que uma pessoa só pode ser presa depois de esgotado os recursos. Com isso, o petista, preso em 2ª instância, teve permissão para deixar a sede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná.
(*) Com informações do Uol
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